🚨 STF RACHA 6×4 NO CASO DO RIO: Zanin Puxa para Plenário Físico — Moraes e Dino Querem Eleição Direta, Maioria Quer Indireta Secreta
O Supremo Tribunal Federal (STF) entrou em impasse neste sábado (28) sobre a sucessão no governo do Rio de Janeiro. O ministro Cristiano Zanin suspendeu o julgamento no plenário virtual e exigiu que o caso seja decidido em sessão presencial — revelando uma divisão profunda na Corte.
O Racha no STF
A votação no plenário virtual mostrou uma divisão clara entre os ministros:
- Pela eleição indireta e secreta (maioria — 6 votos): Luiz Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Edson Fachin
- Pela eleição direta (minoria — 4 votos): Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino
Zanin usou seu poder de relator para suspender o julgamento virtual e levar o caso ao plenário físico, impedindo que a maioria prevalecesse por ora.
O Contexto da Crise
A crise se iniciou quando o governador Cláudio Castro (PL) renunciou ao mandato na semana passada, véspera de seu julgamento no TSE, que acabou cassando-o e declarando-o inelegível.
Sem vice-governador desde maio de 2025 — quando Thiago Pampolha renunciou para assumir vaga no TCE-RJ —, o estado mergulhou em uma bagunça sucessória:
- O presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), também foi cassado e preso por Moraes
- Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Alerj, mas a presidente do TJRJ anulou a votação
- O desembargador Ricardo Couto assumiu interinamente o governo
O Que Está em Jogo
O TSE havia determinado eleições indiretas — onde deputados estaduais escolhem o governador em votação secreta. O PSD, partido de Eduardo Paes, acionou o STF para barrar o pleito e garantir uma eleição direta, que favoreceria Paes nas urnas.
O julgamento presencial ainda não tem data marcada. Enquanto isso, o Rio de Janeiro segue sem um governador eleito, em meio a uma disputa que envolve STF, TSE e a Alerj.
Fontes: Gazeta do Povo, G1 Globo, CNN Brasil