⚔️ 1 MÊS DE GUERRA EUA-IRÃ: Pentágono destrói 80% dos mísseis iranianos — mas Ormuz ainda ameaça o mundo
Um mês após os Estados Unidos e Israel atacarem o Irã em 28 de fevereiro de 2026, o conflito apresenta avanços militares significativos para Washington e Tel Aviv — mas também impasses estratégicos que impedem o anúncio de uma vitória definitiva. A guerra entrou em uma nova fase, com o petróleo acumulando alta de mais de 70% e o bloqueio do Estreito de Ormuz como principal carta do regime iraniano.
O balanço militar americano após 30 dias
Segundo o Pentágono e o Comando Central dos EUA (Centcom), a campanha aérea americana destruiu mais de 80% dos lançadores de mísseis do Irã, reduzindo em aproximadamente 90% a capacidade de lançamento de mísseis balísticos do regime islâmico. Além disso, mais de 90% das maiores embarcações da Marinha iraniana foram destruídas ou danificadas.
A ofensiva atingiu mais de 10 mil alvos no território iraniano — entre eles instalações industriais e militares — e eliminou figuras centrais do alto escalão do regime, incluindo o líder supremo Ali Khamenei e o ex-chefe do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani. Os EUA também afirmam ter estabelecido superioridade aérea em partes do Irã.
O custo humano da guerra
- EUA: 13 militares mortos e 303 feridos em combate (Centcom)
- Israel: 18 mortos em ataques iranianos (Times of Israel)
- Irã: ao menos 3.300 mortos — entre civis, militares e autoridades — segundo a Human Rights Activists in Iran (HRANA)
O ponto de pressão: Estreito de Ormuz
Apesar das perdas massivas, o Irã continua operando. O regime realiza ataques com mísseis e drones contra Israel e aliados dos EUA no Oriente Médio, e mantém ações contra a infraestrutura energética de países do Golfo. O principal trunfo de Teerã é a ameaça permanente ao Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Trump já emitiu ultimato: o Irã deve reabrir Ormuz até 6 de abril para haver negociações de acordo. O prazo se aproxima e o regime não deu sinais de recuo. Para analistas, enquanto o Irã mantiver capacidade de ataque com drones baratos e a ameaça ao Estreito, nenhum dos lados pode declarar vitória.
Impactos globais do conflito
O conflito gerou alta de mais de 70% no preço do petróleo desde o início da guerra, com efeitos em cadeia sobre a inflação global. No Brasil, a alta impacta diretamente os combustíveis — um fator que já se tornou bomba eleitoral para o governo Lula, que enfrenta empate técnico com Flávio Bolsonaro nas pesquisas.
Os EUA e aliados liberaram reservas estratégicas de petróleo para tentar conter a crise de energia, enquanto diversas cadeias de abastecimento globais continuam sendo afetadas. A F1, inclusive, cancelou os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita por causa do conflito.
O que dizem os especialistas
Para o professor de Direito Internacional Cássio Eduardo Zen, da FAPI, o bloqueio de Ormuz amplia o poder de barganha do Irã e mostra que o conflito está longe do fim. Já a doutora em Relações Internacionais Bárbara Neves (Universidade Positivo) avalia que o poder aéreo americano foi eficaz para impor custos, mas insuficiente para mudar decisivamente o comportamento do regime islâmico.
Fontes: Gazeta do Povo, Pentagon/Centcom, Times of Israel, Human Rights Activists in Iran (HRANA)