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POLíTICA

🚨 Governo usa CPMI do INSS para atacar Bolsonaro: relatório paralelo pede indiciamento de ex-presidente e Flávio enquanto oposição denuncia manobra

🚨 Governo usa CPMI do INSS para atacar Bolsonaro: relatório paralelo pede indiciamento de ex-presidente e Flávio enquanto oposição denuncia manobra

Em uma das maiores manobras políticas da semana, a base governista na CPMI do INSS apresentou um “relatório paralelo” pedindo o indiciamento de 130 pessoas — incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro — horas depois de rejeitar o relatório oficial do relator Alfredo Gaspar (PL-AL) por 19 votos a 12.

O que aconteceu na madrugada

Após sete meses de trabalhos, a CPMI do INSS foi encerrada sem nenhum relatório final aprovado. O parecer do relator Alfredo Gaspar, da oposição, propunha o indiciamento de mais de 200 pessoas — incluindo o filho de Lula, Lulinho, o banqueiro Vorcaro e outros nomes do esquema de descontos ilegais em aposentadorias.

Com a derrota do relatório de Gaspar, parlamentares aliados ao governo pressionaram o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), a nomear um novo relator para validar o texto governista. Viana negou o pedido e encerrou os trabalhos.

O relatório paralelo governista

No documento apresentado pelos aliados de Lula, Bolsonaro é acusado de furto qualificado contra idoso, organização criminosa e improbidade administrativa, sendo apontado como chefe do esquema criminoso que roubou bilhões de reais dos aposentados, nas palavras do deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Flávio Bolsonaro é indiciado por organização criminosa. O texto governista menciona Lulinho apenas uma vez, sem indiciar o filho do presidente.

O banco clandestino de R$ 39 bilhões

O relatório de Gaspar, embora rejeitado, revelou detalhes bombásticos: uma rede de mais de 40 empresas que movimentou R$ 39 bilhões funcionando como banco clandestino para lavar dinheiro do esquema do INSS — com conexões com operadores já investigados pelo PCC.

O relatório aponta que R$ 3 milhões foram pagos a Paulo Augusto de Araújo Boudens, ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre e seu ex-assessor não responderam aos contatos da imprensa.

Reação da oposição

  • Nikolas Ferreira declarou que o STF e os governistas enterraram a CPMI e que a esquerda celebra a impunidade
  • O relator Gaspar afirmou que o governo bloqueou deliberadamente qualquer responsabilização real
  • A oposição avalia encaminhar os dados à PGR e ao STJ

Próximos passos

Sem relatório aprovado, as investigações do INSS ficam nas mãos da Polícia Federal e do Ministério Público. Os governistas sinalizaram que entregarão o relatório paralelo à PGR, mas sem força legal equivalente a um relatório oficial aprovado.

Fontes: CNN Brasil, Gazeta do Povo, G1

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