🚨 CPMI DO INSS ENCERRA SEM RELATÓRIO: Após Manobra do Governo, Viana Recusa Novo Relator e Comissão Morre
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS chegou ao fim na madrugada deste sábado (28) sem aprovar nenhum relatório final — uma vitória da base governista que, em manobra de última hora, exonerou o ministro Carlos Fávaro para garantir votos suficientes para derrubar o parecer da oposição.
O Resultado da Votação
O relatório do relator Alfredo Gaspar (PL-AL), com 4.340 páginas e pedidos de indiciamento de mais de 200 pessoas, foi rejeitado por 19 votos a 12. Entre os indiciados estavam Lulinho (filho do presidente Lula), Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), o senador Weverton Rocha (PDT) e o ex-ministro Carlos Lupi.
O relator ainda havia pedido investigação da esposa de Alexandre de Moraes por contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, e do ministro Dias Toffoli pela relação com Vorcaro — pedidos que ficaram enterrados com a rejeição do texto.
A Manobra do Governo
Para garantir mais um voto contrário ao relatório, o governo Lula publicou em edição extra do Diário Oficial a exoneração do ministro da Agricultura Carlos Fávaro, permitindo que ele retornasse ao Senado e votasse. A senadora Margareth Buzetti, que seria sua suplente, lamentou ao microfone: “O governo deve estar com medo, com muito medo deste relatório.”
Foi a quarta exoneração de Fávaro desde 2023 para garantir votos ao governo, sempre com retorno posterior ao ministério.
Viana Encerra Tudo
Após a derrota de Gaspar, parlamentares governistas pressionaram o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), para nomear um novo relator e votar o “Relatório da Maioria” — o paralelo governista, que pedia o indiciamento de Jair e Flávio Bolsonaro.
Viana recusou: “Compete exclusivamente a esta presidência decidir sobre a nomeação de um novo relator quando o atual é vencido. Não há fixação de prazo para essa designação, que fica sob discricionariedade do presidente. O pedido está indeferido.” Em seguida, encerrou os trabalhos.
Sete Meses de Investigação
Instalada em agosto de 2025, a CPMI investigou por sete meses o esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS. O STF bloqueou sua prorrogação por 8 votos a 2 na quinta-feira (26), derrubando liminar do ministro André Mendonça.
- R$ 39 bilhões movimentados pelo banco clandestino ligado ao esquema
- Mais de 200 indiciamentos pedidos pelo relator Gaspar
- STF concedeu habeas corpus a investigados, esvaziando os trabalhos
- Toffoli e esposa de Moraes: investigação pedida, mas relatório foi derrubado
A oposição denunciou que a comissão foi encerrada justamente quando chegava nos andares mais altos do poder. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou: “Até censura aconteceu porque eu expus a razão desse conflito de interesse.”
Fontes: CNN Brasil, Gazeta do Povo, G1, Jovem Pan