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POLíTICA

ZANIN PARALISA O RJ: STF Suspende Eleição Indireta para Governador e Manda Prender Bacellar

ZANIN PARALISA O RJ: STF Suspende Eleição Indireta para Governador e Manda Prender Bacellar

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta sexta-feira (27) a realização de eleições indiretas para governador do Rio de Janeiro, jogando o estado numa crise institucional sem precedentes. Ao mesmo tempo, o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi preso preventivamente por ordem do ministro Alexandre de Moraes.

O que Zanin decidiu

Zanin atendeu a pedido do PSD — partido do ex-prefeito Eduardo Paes, pré-candidato ao Palácio Guanabara — e suspendeu o pleito indireto determinado pelo TSE, no qual deputados estaduais escolheriam o novo governador em votação secreta. O ministro apontou possível contradição entre a decisão do TSE e precedente do próprio STF.

Segundo Zanin, quando a vacância do cargo decorre de causa eleitoral e restam mais de seis meses de mandato, a substituição deve ocorrer por eleição direta. O caso será remetido ao plenário físico do STF para julgamento definitivo.

O impasse na sucessão do RJ

O caos se instalou após uma série de eventos em cascata:

  • Cláudio Castro (PL) renunciou ao governador na segunda-feira (23) às vésperas de seu julgamento no TSE.
  • No dia seguinte, o TSE cassou seu mandato e o declarou inelegível.
  • Sem vice — Thiago Pampolha renunciou em 2025 para assumir vaga no TCE-RJ — o governo interino ficou com o presidente da Alerj.
  • Rodrigo Bacellar (União), presidente da Alerj, foi cassado e preso. Douglas Ruas (PL), anunciado como pré-candidato do PL ao governo, foi eleito novo presidente da Alerj.
  • A presidente em exercício do TJRJ anulou a eleição da Alerj para presidente, impedindo Ruas de assumir o governo interino.

Bacellar preso por Moraes

O deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da Alerj, foi preso preventivamente por ordem do ministro Alexandre de Moraes durante a 3ª fase da Operação Unha e Carne. A prisão está relacionada à ADPF 635, que trata da atuação de grupos criminosos no Rio de Janeiro. Moraes apontou obstrução e risco de perda de mandato no despacho.

Divididos no STF

Antes de Zanin paralisar tudo, o STF havia formado maioria para manter a eleição indireta e secreta: Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Toffoli e Fachin votaram pela eleição indireta. Já Zanin, Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino votaram pela eleição direta. Ao pedir destaque, Zanin reiniciou o julgamento presencialmente.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) marcou cerimônia de retotalização dos votos de 2022 para a próxima terça-feira (31) — o que pode redefinir a presidência da Alerj e, consequentemente, quem assume o governo interino.

Fontes: Gazeta do Povo, CNN Brasil, G1

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