🎭 BOULOS FICA NO PSOL POR CONVENIÊNCIA: Ministro de Lula Descarta PT na Véspera das Eleições — Mas Promete Lutar pela Reeleição do Chefe
Em comunicado estratégico divulgado nesta sexta-feira (27), o ministro Guilherme Boulos anunciou que seu grupo político, o Movimento por uma Revolução Solidária, permanecerá no PSOL para as eleições de 2026 — encerrando semanas de rumores sobre uma ida ao PT de Lula. A decisão, porém, foi explicitamente motivada por cálculo eleitoral, não por convicção ideológica: sem Boulos e Erika Hilton, o PSOL não ultrapassaria a cláusula de barreira e deixaria de existir como partido.
A Confissão Numérica
O próprio comunicado do grupo de Boulos admite: ‘Uma saída imediata destas figuras do PSOL tornaria praticamente impossível ao partido ultrapassar a cláusula de barreira, levando à sua inviabilização institucional’. Traduzindo para o português claro: Boulos fica porque precisa dos votos do PSOL para sobreviver politicamente, não porque acredita no projeto do partido. A ala dissidente do PSOL havia denunciado na semana anterior que o ministro já teria comunicado internamente sua intenção de migrar ao PT — e Boulos criticou o comunicado sem negar a informação.
Mas Lula Vem Primeiro
Apesar de permanecer no PSOL, Boulos foi claro sobre suas prioridades: o texto do grupo termina prometendo lutar ‘em cada canto do Brasil’ pela reeleição do presidente Lula. O ministro também classificou como um ‘grave erro’ a decisão do PSOL de rejeitar a federação com o PT — deixando evidente que seu coração está com o lulopetismo, mesmo que sua sigla seja outra. Erika Hilton, deputada federal que também integra o grupo de Boulos, está incluída na decisão de permanência no PSOL.
A Crise Interna da Esquerda
O episódio expõe as fissuras da esquerda brasileira a menos de um ano das eleições de 2026. O PT quer centralizar o campo progressista sob Lula, o PSOL teme desaparecer sem suas figuras mais populares, e Boulos tenta equilibrar interesses de todos — enquanto ocupa um ministério e usa o cargo para projeção política. Para o cidadão comum, o espetáculo reforça a percepção de que a esquerda opera por interesse de poder, não por princípio. A direita, liderada por Flávio Bolsonaro nas pesquisas, observa a desordem do campo adversário com atenção.