⛽ COMBUSTÍVEL VIRA BOMBA ELEITORAL: Lula Tenta Passar a Conta aos Governadores — Caiado Recusa e Flávio Bolsonaro Cresce nas Pesquisas
O preço dos combustíveis tornou-se a principal dor de cabeça do governo Lula às vésperas da eleição de 2026. Com o diesel nas alturas e a inflação pressionando o bolso do trabalhador, o Planalto tenta a todo custo transferir o custo político da crise para os governadores estaduais — e está encontrando forte resistência.
A estratégia do governo e a recusa dos estados
O Ministério da Fazenda propôs dividir com os estados um subsídio de R$ 1,20 por litro do diesel importado: R$ 0,60 pagos pela União e R$ 0,60 pelos governos estaduais. A proposta foi rechaçada. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi direto: “Não há como transferir para os governos estaduais aquilo que é responsabilidade do governo federal.” O Planalto já havia zerado o PIS/Cofins e anunciado subsídio de R$ 0,32 por litro — medidas insuficientes para segurar o preço nas bombas.
Flávio Bolsonaro cresce e o bolso explica
A crise dos combustíveis coincide com o avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. Levantamento da AtlasIntel, realizado entre 18 e 23 de março com 5.028 eleitores, mostra empate técnico no segundo turno: 47,6% para Flávio contra 46,6% para Lula. O cientista político André César resume bem a situação: “O bolso é o ‘órgão’ mais sensível do corpo humano.” Com o conflito Irã-EUA-Israel pressionando o petróleo internacional, a tendência é que o combustível siga pesando contra o governo.