🚨 CPMI DO INSS AO VIVO: Sessão Histórica Segue Madrugada Adentro — Votação do Relatório de 4.300 Páginas Pode Ir até Sábado
Brasília, 27 de março de 2026 — A sessão final da CPMI do INSS entrou pela noite desta sexta-feira sem previsão de encerramento, com o relator deputado Alfredo Gaspar (União-AL) ainda na leitura do relatório de 4.300 páginas que propõe o indiciamento de 218 pessoas pelo esquema que desviou até R$ 40 bilhões dos aposentados brasileiros.
Sessão marcada por confrontos
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), já sinalizou que uma nova sessão pode ser convocada para este sábado (28) caso o relatório não seja lido e votado até o fim do dia. O STF derrubou, por 8 votos a 2, a prorrogação dos trabalhos que teria dado mais 60 dias à comissão.
A sessão foi marcada por confrontos históricos entre parlamentares. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou a sessão de “circo” e foi acusado de chamar o relator de “estuprador”, levando o presidente a ameaçar retirá-lo da sala e levar o caso ao Conselho de Ética.
Os principais indiciados
O relatório pede o indiciamento de nomes de alto impacto político e econômico:
- Lulinho (Fábio Luís Lula da Silva) — filho do presidente Lula, acusado de receber passagens de primeira classe e hospedagens de luxo na Europa pagas com dinheiro roubado dos aposentados
- Carlos Lupi — ex-ministro da Previdência Social do governo Lula
- Weverton Rocha (PDT-MA) — vice-líder do governo Lula no Senado
- Daniel Vorcaro — dono do Banco Master, indiciado no esquema
- Antônio Camilo Antunes — o “Careca do INSS”, principal operador do esquema
- Alessandro Stefanutto — ex-presidente do INSS no governo Lula
O que disse o relator
Gaspar foi categórico ao apresentar o relatório: “Ao longo de seus trabalhos, a CPMI identificou investigados que habitavam os altos andares do poder econômico e político. Um senador da República descrito pela Polícia Federal como liderança e sustentáculo do esquema. Ministros de Estado que ora incentivavam e ora encobriam o assalto a aposentados.”
O relator também destacou que operadores do esquema movimentavam quase R$ 40 bilhões com apoio de fintechs e empresas de fachada “por anos”.
Bolsonaro e Lula poupados
O relatório não pede o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro nem do presidente Lula. Os roubos a aposentados ocorreram durante os dois governos. No entanto, o filho de Lula, Lulinho, foi incluído por sua ligação direta com o “Careca do INSS”.
Próximos passos
Após a aprovação do relatório pela CPMI, o documento será encaminhado ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal para análise e eventual abertura de novas investigações criminais.
Fontes: Gazeta do Povo, G1 Globo, CNN Brasil