Morte do ‘Sicário’ de Vorcaro levanta suspeitas: defesa acusa o Estado de negligência na custódia
A morte de Luiz Phillipi Mourão, o chamado “Sicário” de Daniel Vorcaro, acontecida na última sexta-feira (6/3) dentro de uma cela da Superintendência Regional da Polícia Federal em Belo Horizonte, não se encerrou com o comunicado oficial. A defesa do preso — que se suicidou dois dias após ser detido na terceira fase da Operação Compliance Zero — levanta questões sérias sobre omissão do Estado durante a custódia.
Segundo nota divulgada pelos advogados, a cela de Mourão era monitorada sem pontos cegos, o que torna ainda mais grave a ausência de intervenção. “Existe uma chance real de caracterização de omissão e negligência para com a segurança do custodiado, uma vez que o Estado deveria ter agido para prevenir ou impedir o ocorrido”, diz o documento. A defesa afirmou que acompanhará de perto as investigações sobre as circunstâncias da morte.
Mourão era apontado pela PF como parte do chamado “braço armado” de Vorcaro: teria sido contratado diretamente pelo dono do Banco Master para obter informações sigilosas, monitorar pessoas e neutralizar situações consideradas sensíveis ao grupo investigado. O escândalo Master já atingiu políticos dos mais variados espectros e jogou luz sobre suspeitas de ligações com o ministro do STF Alexandre de Moraes — cujas mensagens com Vorcaro seguem sob perícia da Polícia Federal.