Dois anos de Milei: Argentina cresce 4,4%, aprova orçamento histórico e vira referência para a direita global
Com dois anos de governo, o presidente argentino Javier Milei pode apresentar um balanço que desafia os críticos: o PIB da Argentina cresceu 4,4% em 2025, a primeira alta expressiva desde 2022. O país, que estava à beira do colapso quando Milei tomou posse em dezembro de 2023, aprovou recentemente o orçamento para 2026 com equilíbrio fiscal como eixo central — feito que o próprio presidente chamou de “evento histórico” e que entusiasmou aliados liberais no Brasil e no mundo.
O orçamento aprovado pelo Congresso argentino prevê crescimento projetado de 5% ao ano, com mais recursos para saúde, educação e aposentadorias, sem abandono da disciplina fiscal que Milei tornou sua principal bandeira. A aprovação foi viabilizada com apoio de Patricia Bullrich, ex-ministra da Segurança, e representa uma vitória política do governo num Congresso em que a coalizão libertária não tem maioria própria.
O modelo Milei — corte radical de gastos, desregulação, abertura econômica e enfrentamento direto ao establishment político — segue sendo observado de perto pela direita brasileira. Líderes como Nikolas Ferreira e Tarcísio de Freitas não escondem a admiração pelo caminho argentino e o citam como alternativa ao modelo petista de expansão do Estado e intervenção na economia.
Desafios persistem, mas base celebra
Apesar dos números positivos, analistas alertam que a inflação ainda resiste a cair abaixo de 1% ao mês, e a arrecadação tributária caiu cerca de 20% em termos reais no início de 2026, afetando finanças provinciais. Ainda assim, a narrativa de que reformas liberais profundas são viáveis e produzem resultados concretos ganhou força — e isso importa politicamente num Brasil que vai às urnas em outubro, com o debate entre intervencionismo e liberdade econômica no centro do pleito.