🚨 HISTÓRICO: COI Proíbe Atletas Trans de Competir na Categoria Feminina nas Olimpíadas — Decisão Vale a Partir de LA 2028
O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quinta-feira (26) uma das decisões mais impactantes do esporte mundial nos últimos anos: a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, apenas mulheres biologicamente do sexo feminino poderão competir na categoria feminina. A nova política foi divulgada pela presidente do COI, Kirsty Coventry, com base científica aprovada por especialistas médicos.
Como vai funcionar o teste de elegibilidade
A elegibilidade para a categoria feminina será determinada por um procedimento genético único — minimamente invasivo — que pode ser feito por meio de teste de saliva, cotonete bucal ou amostra de sangue. O exame só precisa ser realizado uma vez na vida.
- O COI considera a presença do gene SRY — ligado ao cromossomo Y — como evidência definitiva de que o atleta passou pelo desenvolvimento sexual masculino
- Atletas com resultado positivo para SRY não poderão competir na categoria feminina
- Elas poderão participar em categorias masculinas, mistas ou abertas
- Há exceção apenas para raros casos de Síndrome de Insensibilidade Androgênica Completa (SIA)
A declaração histórica do COI
“Nos Jogos Olímpicos, mesmo as menores diferenças podem significar a diferença entre a vitória e a derrota. Portanto, está absolutamente claro que não seria justo que homens biológicos competissem na categoria feminina”, afirmou Coventry.
A presidente destacou ainda que a política “protege a justiça, a segurança e a integridade na categoria feminina” e foi desenvolvida com base em pesquisas científicas que demonstraram que atletas nascidos com marcadores sexuais masculinos mantêm vantagens físicas mesmo após tratamento para reduzir testosterona.
O contexto: polêmica desde Paris 2024
A decisão do COI vem após as crescentes controvérsias geradas nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, especialmente com as vitórias das boxeadoras Imane Khelif (Argélia) e Lin Yu-ting (Taiwan), que haviam sido excluídas do Campeonato Mundial de 2023 após não passarem em testes de elegibilidade de sexo pela Associação Internacional de Boxe (IBA).
A nova diretriz do COI será expandida para todas as Federações Internacionais, Comitês Olímpicos Nacionais, Federações Nacionais e Associações Continentais. A regra se aplica a esportes individuais e coletivos do programa olímpico — mas não a programas recreativos ou de base.
Vitória do esporte feminino e do bom senso
A decisão representa uma vitória concreta para as atletas mulheres que há anos denunciam a injustiça de competir contra pessoas biologicamente do sexo masculino. Para a comunidade conservadora e cristã, a medida é também um reconhecimento de que a biologia importa — e de que proteger o esporte feminino é proteger as mulheres de verdade.
Fontes: Gazeta do Povo, G1/Globo, Correio Braziliense, R7 Esportes, Exame, O Tempo