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ECONOMIA

GUERRA NO IRÃ AMEAÇA RECESSÃO NOS EUA: Moody’s eleva risco para 48,6% e Goldman Sachs alerta — petróleo a US$ 125 pode quebrar a economia americana

GUERRA NO IRÃ AMEAÇA RECESSÃO NOS EUA: Moody’s eleva risco para 48,6% e Goldman Sachs alerta — petróleo a US$ 125 pode quebrar a economia americana

A Moody’s Analytics elevou sua projeção de recessão nos Estados Unidos para 48,6% — praticamente um a cada dois analistas da agência acredita que a maior economia do mundo irá recuar em 2026. O economista-chefe da instituição, Mark Zandi, foi direto: os riscos de recessão estão “desconfortavelmente altos e em ascensão” e uma retração econômica é “uma ameaça real”. O principal culpado? A guerra entre os EUA e o Irã, que pressiona os preços do petróleo e ameaça a confiança dos consumidores e empresários americanos.

O Efeito da Guerra com o Irã na Economia Global

O conflito militar entre Washington e Teerã está produzindo efeitos em cadeia na economia mundial. Com as exportações de petróleo iraniano ameaçadas e o Estreito de Ormuz como zona de tensão permanente, os preços do barril de petróleo se mantêm em patamares elevados. Segundo Zandi, seriam necessários preços ao redor de US$ 125 por barril ao longo do segundo trimestre para aproximar os EUA de uma recessão — “e, com as tensões ainda elevadas, isso não é um cenário improvável”, alertou o economista.

Outros grandes bancos e consultorias também elevaram suas estimativas:

  • Goldman Sachs: probabilidade de recessão subiu para 30% (ante 25%); crescimento do PIB revisto para 2,1%
  • Wilmington Trust: 45% de probabilidade de recessão
  • EY-Parthenon: 40% — podendo “subir rapidamente” se a guerra se prolongar
  • Polymarket: 35% de chance de recessão até o fim do ano
  • Kalshi: 32,6%, abaixo do pico de quase 37% do início do mês

Inflação Pode Chegar a 5% nos EUA

O economista-chefe da EY-Parthenon, Gregory Daco, alertou que caso o conflito se amplie, a inflação americana pode se aproximar de 5% — nível que não era visto desde a crise pós-pandemia. O Departamento de Comércio já revisou para baixo o crescimento do PIB no quarto trimestre de 2025: de 1,4% para apenas 0,7%, sinalizando uma economia já fragilizada antes mesmo do início da guerra.

O Impacto para o Brasil e o Empreendedor Brasileiro

Uma recessão nos EUA não fica nos limites americanos. Para o trabalhador e o empreendedor brasileiro, os efeitos são diretos: alta do dólar, pressão sobre a inflação de importados, queda nas exportações e retração do comércio global. O campo conservador acompanha com atenção o desenrolar do conflito — e a capacidade do governo Lula de proteger a economia nacional de um cenário externo adverso que ele em nada contribuiu para melhorar.

Fontes: Forbes Brasil, Euronews, Harvard Business Review, Correio dos Açores, Valor Investe/Globo

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