O ex-presidente Jair Bolsonaro receberá alta hospitalar nesta sexta-feira (27) e seguirá diretamente para o regime de prisão domiciliar autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes. A confirmação foi dada pelo hospital DF Star por meio de boletim médico divulgado na noite desta quinta-feira (26).
Estado de saúde
Bolsonaro foi internado no dia 13 de março com um quadro de broncopneumonia bilateral. O hospital informou que o ex-presidente não apresenta mais sinais de infecção aguda, mas passará pelas próximas horas em observação antes de receber o documento de alta.
Segundo o boletim, o retorno ao lar é o mais recomendado: “O ambiente domiciliar é o mais indicado para preservação de sua saúde, uma vez que, conforme literatura médica, devido às condições mais frágeis do sistema imunológico de idosos, o processo de recuperação total de pneumonia nos dois pulmões pode durar entre 45 e 90 dias”.
Prisão domiciliar: condições impostas por Moraes
Na segunda-feira (23), Moraes havia autorizado a transferência de Bolsonaro para o regime de prisão domiciliar por 90 dias. As condições determinadas pelo magistrado incluem:
- Visitas dos filhos (Flávio, Carlos e Jair Renan): apenas às quartas e sábados, em horários pré-determinados
- Monitoramento eletrônico
- Restrição de contatos não autorizados
- Reavaliação médica ao término do período
Reação da família
O senador Flávio Bolsonaro classificou a decisão de Moraes como “exótica”, mas disse que se trata de “um primeiro passo para começar a pensar em fazer justiça”. Ele afirmou que a maior preocupação era o ex-presidente passar longos períodos sozinho, e que Michelle Bolsonaro será a responsável pelos cuidados.
O senador também afirmou que seria “contraditório” o ex-presidente retornar à Papudinha após os 90 dias de domiciliar, sinalizando que a família buscará a extensão do benefício.
Contexto político
A saída do hospital ocorre em um momento politicamente agitado: enquanto Bolsonaro se recupera, o Partido Liberal (PL) projeta bater recorde histórico de filiados — chegando a 105 deputados federais — e o senador Flávio Bolsonaro já articula a estratégia da direita para as eleições de 2026.
O filho Flávio afirmou que o retorno do pai a um ambiente familiar vai ajudar também na recuperação mental do ex-presidente, que segundo ele foi prejudicada pelo isolamento na prisão.
Fontes: Jovem Pan News, Gazeta do Povo, G1/Globo