Uma revelação bombástica ganhou contornos ainda mais graves nesta quinta-feira (26): o Supremo Tribunal Federal se recusa a informar quem estava com o telefone institucional da Corte que trocou mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro no exato dia em que ele foi preso pela primeira vez.
Mensagens de Apagar Automático e Tentativa de Fuga
As investigações da CPMI do INSS já confirmaram que o número era do STF. O que choca é o conteúdo: a pessoa do outro lado respondeu com mensagens de visualização única — aquelas que se autodestroem após lidas. Vorcaro perguntou se o dono do telefone “conseguiu bloquear” algo. O banqueiro passou o dia todo ligando para esse número após ser alertado por seu serviço de monitoramento digital de que seria preso — e depois planejava pegar um jatinho para o Oriente Médio.
CPMI Cobra Resposta e STF Silencia
O presidente da Comissão, senador Viana, enviou ofício em 19 de março à diretora-geral do STF, Desdêmona Arruda, solicitando a identificação do ministro que estava com aquele celular. O prazo já expirou e até agora não houve resposta oficial. O silêncio do STF levanta uma questão urgente: se não há nada a esconder, por que a recusa?
Judiciário Sob Pressão
O caso se soma a uma série de revelações sobre o Banco Master e possíveis conexões com o Judiciário. Enquanto o STF tenta travar as investigações, a CPMI do INSS segue avançando, com Vorcaro iniciando sua pré-delação na PF e prometendo não poupar ninguém — inclusive membros do próprio tribunal. O trabalhador brasileiro merece saber quem protegeu quem.