🔥 STF Articula Blindagem Total: Ministros Preparam Anulação de Relatos de Vorcaro que Envolvam Moraes e Toffoli
A delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro promete sacudir o Supremo Tribunal Federal — mas já enfrenta resistência interna antes mesmo de ser formalizada. Uma ala de ministros do STF articula mecanismos para anular qualquer relato que comprometa os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, segundo apuração da Gazeta do Povo.
O Precedente Sérgio Cabral
A estratégia de blindagem usa como base um julgamento do plenário do STF em 2021, que anulou a delação do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Na época, Cabral havia relatado que Toffoli teria recebido propina para absolver um prefeito no TSE — acusação negada pelo ministro. O mesmo precedente seria invocado agora para desestimular Vorcaro a envolver os ministros ou, no limite, anular os relatos e provas sobre a relação deles com o ex-banqueiro.
O que Vorcaro Sabe
Mensagens encontradas no celular de Vorcaro mostram contatos privados com Moraes e Toffoli. A PF suspeita que o banqueiro tenha buscado proteção no Judiciário em troca de negócios vultosos:
- Toffoli: Compra de fatia em um resort
- Moraes: Contratação de sua esposa advogada por R$ 129 milhões
Nesta quinta-feira (19), o ministro André Mendonça — relator da investigação — autorizou a transferência de Vorcaro do presídio de segurança máxima de Brasília para a superintendência da PF na capital, sinalizando o início das negociações formais. Vorcaro já assinou um acordo de confidencialidade.
Oposição Interna ao Próprio Relator
Mesmo que a delação seja firmada com a PF e homologada por Mendonça, interlocutores de ministros indicam que a resistência do tribunal pode derrubá-la. O objetivo seria desestimular o ex-banqueiro de incluir membros da Corte em seus relatos — ou simplesmente invalidar as provas após firmado o acordo.
A situação revela uma tensão inédita dentro do STF: o próprio tribunal poderia usar seu poder jurisdicional para blindar seus integrantes de investigações criminais que os envolvam diretamente.
Fontes: Gazeta do Povo, CNN Brasil, G1