💥 DANO IRREVERSÍVEL NO CATAR: Ataque do Irã Destruiu 17% do Gás Mundial — Prejuízo de US$ 20 Bilhões e 5 Anos para Reconstruir
O ataque lançado pelo Irã na quarta-feira (18) contra as instalações energéticas de Ras Laffan, no Catar, causou danos muito mais graves do que inicialmente anunciado. Segundo comunicado oficial da estatal QatarEnergy, o bombardeio destruiu unidades responsáveis por 17% de toda a exportação de gás natural liquefeito (GNL) do país — um dos maiores fornecedores do mundo.
O Que Foi Destruído
Os drones e mísseis iranianos acertaram diretamente as unidades de liquefação Trains 4 e 6, que juntas produziam cerca de 12,8 milhões de toneladas por ano de GNL. Além disso, a instalação Pearl GTL — operada pela petrolífera britânica Shell — também foi atingida, com ao menos uma unidade fora de operação por no mínimo um ano.
Prejuízo Astronômico
- US$ 20 bilhões por ano em receitas perdidas (R$ 104 bilhões)
- 5 anos para reconstrução completa das instalações
- Possível declaração de força maior em contratos de longo prazo com Europa e Ásia
- Redução de produção de condensados, GLP, nafta, enxofre e hélio
Impacto Global
O complexo de Ras Laffan é o coração do abastecimento energético mundial. O Catar é um dos maiores exportadores de GNL do planeta — e seu gás abastece diretamente Europa e Ásia. Com o Estreito de Ormuz praticamente paralisado, analistas alertam para volatilidade prolongada nos preços.
“Uma paralisação mais longa tende a reduzir a oferta global e manter os preços elevados por mais tempo”, alertou Kristy Kramer, diretora da consultoria Wood Mackenzie.
O Contexto do Conflito
O ataque iraniano ao Catar foi uma retaliação direta ao bombardeio israelense contra o campo de gás South Pars, na quarta-feira (18) — o maior campo de gás natural do mundo, compartilhado por Irã e Catar. Israel agiu sozinho, segundo Netanyahu, mesmo após pedido de Trump para não atacar.
Trump respondeu ameaçando destruir o South Pars iraniano caso o Irã continue atacando o Catar: “Explodiremos massivamente a totalidade do Campo de Gás South Pars com um nível de força que o Irã nunca viu”, declarou o presidente americano.
Reino Unido, França, Alemanha e Japão em Alerta
Em declaração conjunta, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão prometeram medidas para estabilizar o mercado de energia e exigiram a interrupção imediata da ofensiva iraniana contra infraestruturas no Golfo Pérsico.
Fontes: G1/Globo, Gazeta do Povo, QatarEnergy (comunicado oficial), Wood Mackenzie