🇦🇷 ASILO POLÍTICO NA ARGENTINA: Caminhoneiro Condenado por Moraes a 13 Anos Recebe Refúgio Definitivo — Único Preso do 8/1 com Proteção de Milei
Joel Borges Corrêa, caminhoneiro catarinense de 47 anos, preso após os atos do 8 de janeiro e condenado pelo ministro Alexandre de Moraes a 13 anos de reclusão, tornou-se o único envolvido nos atos do 8 de janeiro a obter asilo político definitivo na Argentina, com proteção do governo de Javier Milei. A confirmação foi publicada pela Gazeta do Povo nesta quinta-feira (19).
A história do caminhoneiro
Morador de Tubarão (SC), Joel trabalhava como caminhoneiro desde 1997. Após os atos de 8/1, foi levado para a Papuda — presídio de segurança máxima de Brasília — onde ficou sete meses, relatando condições degradantes: marmitas com sobras e sujeira. Após liberdade provisória com tornozeleira, foi condenado pelo STF em fevereiro de 2024 e decidiu sair do Brasil.
Asilo definitivo concedido em 4 de março
Ao chegar à Argentina, Joel deu entrada ao pedido de refúgio político na Conare (Comissão Nacional para Refugiados). Em novembro de 2024, ao ser parado em uma blitz na província de San Luis, foi detido — seu nome constava na lista de 63 investigados pelos quais Moraes pediu extradição. Ficou 56 dias em prisão provisória e depois foi transferido para o Complexo Penitenciário Federal de Ezeiza, em Buenos Aires.
Em 4 de março de 2026, a Argentina concedeu o asilo político definitivo. “Meu advogado me ligou e disse que eu precisava sentar para receber uma notícia. Eu tinha sido reconhecido como asilado político”, comemorou Joel.
O que diz o caminhoneiro
Joel removeu a tornozeleira em 12 de março e agora pode fazer planos em solo argentino. “Sou cristão, creio no Deus do impossível. Deus honrou a minha vida”, declarou à Gazeta do Povo.
O caso é emblemático: pela primeira vez, um governo estrangeiro reconhece formalmente que um brasileiro condenado por Moraes no contexto do 8/1 sofreu perseguição política — um julgamento de mérito feito pelo Estado argentino sob Milei.
Fontes
- Gazeta do Povo — 19/03/2026