PRESIDENTE DA CPMI DENUNCIA STF: “Tribunal Interfere e Atrasa Investigação do INSS” — Comissão Reorganiza Calendário
O presidente da CPMI do INSS disparou uma denúncia grave nesta quarta-feira: o Supremo Tribunal Federal está interferindo diretamente nas investigações e atrasando os trabalhos da comissão parlamentar. A declaração veio após o STF liberar Leila Pereira, presidente do Palmeiras, de depor perante os parlamentares — o que obrigou o cancelamento da reunião previamente marcada.
“O STF interfere e atrasa a investigação”, disse o parlamentar em entrevista, sem meias palavras. A afirmação ecoa uma crítica crescente de senadores e deputados que acusam a corte de usar liminares e habeas corpus para blindar investigados politicamente convenientes — enquanto não estende o mesmo tratamento a outros.
A CPMI agora planeja reorganizar seu calendário de depoimentos. A estratégia, segundo o presidente da comissão, é convocar testemunhas — e não apenas investigados — para contornar as blindagens impostas pelo STF. “Vamos ouvir testemunhas para não parar a CPMI”, afirmou outro parlamentar envolvido nos trabalhos.
Cronologia do bloqueio
- STF concedeu liminar a Leila Pereira para não depor
- CPMI do INSS foi obrigada a cancelar reunião
- Gilmar Mendes havia blindado antes outros convocados
- Comissão recalibra estratégia com foco em testemunhas
O escândalo do INSS, que envolve desvios de recursos dos trabalhadores aposentados, continua com novos capítulos. A PF revelou que uma deputada federal era articuladora política das fraudes, comprando apartamento de R$ 4 milhões e carro de luxo com dinheiro dos aposentados. Enquanto a corrupção se aprofunda, o STF fecha as portas para o Congresso investigar.