Em retaliação à morte do chefe do Conselho Supremo de Segurança Ali Larijani, o regime iraniano lançou bombas de fragmentação contra Tel Aviv nesta quarta-feira (18), matando ao menos 2 civis e ferindo outros 5.
O que aconteceu
Um casal de idosos morreu após uma das bombas perfurar o teto de seu apartamento em Ramat Gan, subúrbio de Tel Aviv. Vizinhos relataram ter ouvido um forte estrondo no prédio. As sirenes soaram na cidade, mas os moradores não conseguiram chegar ao bunker a tempo.
Além das duas vítimas fatais, outras cinco pessoas ficaram feridas nas cidades de Kafr Qasem, Petah Tikva e Bnei Brak, atingidas pelos ataques.
Retaliação iraniana
A TV estatal iraniana confirmou que os mísseis foram lançados como resposta direta à morte de Ali Larijani — considerado um dos homens mais poderosos do regime — morto em ataque israelense em 17 de março. O funeral de Larijani reuniu uma grande multidão no Irã nesta quarta-feira.
Israel afirmou também ter eliminado o ministro da Inteligência do Irã em operação recente, elevando ainda mais a tensão no conflito, que entra agora na sua terceira semana sem perspectiva de cessar-fogo.
O que são bombas de fragmentação
As munições de fragmentação — também chamadas de cluster munitions — são projetadas para se abrir no ar e liberar várias submunições sobre uma área extensa, podendo atingir simultaneamente civis, soldados e infraestrutura. Seu uso em zonas urbanas é considerado extremamente perigoso. Uma convenção de 2008 proíbe esse tipo de armamento, mas nem Israel nem o Irã são signatários.
Saldo da guerra até agora
- Irã: 3.099 mortos por bombardeios (fonte: HRANA)
- Líbano: 902 mortos (autoridades locais)
- Israel: 14 civis mortos por mísseis iranianos
- EUA: 13 militares mortos
Escalada sem cessar-fogo
O conflito, que começou após ataques israelenses sobre território iraniano em resposta a ameaças do regime, está na terceira semana e não há sinais de negociação. O Irã fez novas ameaças após os últimos ataques de Israel, e o governo israelense prometeu continuar as operações.
Fontes: G1 / Globo, Gazeta do Povo, CNN Brasil