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POLíTICA

🚨 LULA CONVIDA DIRCEU: Condenado pelo Mensalão confirma pré-candidatura a deputado por SP — e quer ajudar PT na Câmara

🚨 LULA CONVIDA DIRCEU: Condenado pelo Mensalão confirma pré-candidatura a deputado por SP — e quer ajudar PT na Câmara

José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil do primeiro governo Lula e condenado no escândalo do Mensalão, confirmou nesta segunda-feira (16) que é pré-candidato a deputado federal por São Paulo. A decisão, segundo ele mesmo, foi tomada após convite direto do presidente Lula (PT).

“Creio que posso na Câmara dos Deputados ajudar o presidente Lula e o PT”, afirmou Dirceu à Jovem Pan. A informação havia sido antecipada pelo site Poder360 no domingo (15) e foi confirmada pelo petista nesta segunda.

Quem é José Dirceu?

Dirceu foi o homem mais poderoso do governo Lula entre 2003 e 2005, quando chefiou a Casa Civil. Caiu no escândalo do Mensalão — esquema de compra de votos no Congresso — e teve o mandato de deputado cassado em dezembro de 2005. Em 2016, foi condenado a 23 anos de prisão na Operação Lava Jato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em fins de 2024, o ministro Gilmar Mendes do STF anulou todas as condenações da Lava Jato contra Dirceu, abrindo caminho para sua volta à política.

O que pretende fazer se eleito

O ex-ministro afirmou que pretende lutar por uma reforma política que altere a distribuição de vagas entre os estados: “Quero lutar para que São Paulo tenha seus 111 deputados e por uma reforma política que ponha fim à regra do mínimo de oito e máximo de 70 deputados”, disse.

Entre suas prioridades, Dirceu citou educação, segurança pública e “defesa da democracia” — termo amplamente utilizado pelo campo petista.

Reação da direita

A confirmação da pré-candidatura de Dirceu, um dos símbolos do escândalo do Mensalão e da era de corrupção do PT, promete acirrar ainda mais o debate nas eleições de 2026. A oposição já havia criticado duramente a anulação de suas condenações pelo STF, vendo no caso mais um exemplo do que chamam de “impunidade seletiva” da Corte.

Fontes: Jovem Pan, Poder360 (16/03/2026)

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