VORCARO LUCROU R$ 442 MILHÕES EM 24 HORAS: CPI do Crime Organizado revela esquema bilionário de fundos suspeitos — STF mantém prisão do dono do Master
A CPI do Crime Organizado revelou um novo e devastador esquema de transações utilizado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para inflar o patrimônio do conglomerado financeiro por meio de operações suspeitas com fundos de investimento.
O esquema em detalhes
Segundo reportagem da Folha de São Paulo confirmada pela TV Globo e pelo G1, em apenas 24 horas Vorcaro realizou uma operação que gerou um lucro extraordinário:
- No dia 27 de dezembro de 2023, Vorcaro comprou cotas do fundo Hans 2 por R$ 2,5 milhões.
- No dia seguinte, 28 de dezembro, vendeu as mesmas cotas para o fundo Itabuna por R$ 294,5 milhões — um ganho de quase R$ 290 milhões em um único dia.
Meses antes, em maio de 2023, Vorcaro havia comprado cotas do mesmo fundo Hans 2 por R$ 10 milhões. Uma semana depois, vendeu as cotas ao fundo Astralo por R$ 160 milhões — ganho de R$ 150 milhões.
No total, as transações geraram um lucro de quase R$ 442 milhões para o dono do Master.
Patrimônio cresceu quase mil vezes
As declarações de imposto de renda enviadas à CPMI do INSS revelam que o patrimônio de Daniel Vorcaro saltou de R$ 3 milhões em 2015 para mais de R$ 2,5 bilhões em 2024 — aumento de quase mil vezes em menos de uma década.
Dados do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontam ainda que, em 2025, Vorcaro repassou R$ 700 milhões em ativos do Banco Master para contas em paraíso fiscal. Cerca de R$ 500 milhões foram transferidos pelo fundo GSR.
STF mantém prisão — delação no horizonte
No Supremo Tribunal Federal, a Segunda Turma analisa em sessão virtual a decisão do ministro André Mendonça que autorizou a terceira fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal e manteve a prisão de Daniel Vorcaro.
Já há maioria formada para confirmar a prisão — resultado que pode abrir caminho para a negociação de um acordo de delação premiada, o que colocaria em risco toda a estrutura do esquema.
O Banco Master e a gestora Reag foram liquidados pelo Banco Central e são alvo de investigação da Polícia Federal por suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro.
Fontes: G1 / Jornal Nacional, Folha de São Paulo, CNN Brasil.