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POLíTICA

EUA CONFIRMAM RESPONSABILIDADE NO ATAQUE À ESCOLA NO IRÃ COM 150 CRIANÇAS MORTAS — Investigação americana aponta míssil Tomahawk; pressão sobre Trump cresce no Congresso e na ONU

EUA CONFIRMAM RESPONSABILIDADE NO ATAQUE À ESCOLA NO IRÃ COM 150 CRIANÇAS MORTAS — Investigação americana aponta míssil Tomahawk; pressão sobre Trump cresce no Congresso e na ONU

Uma investigação preliminar conduzida pelas próprias autoridades americanas aponta que os Estados Unidos foram responsáveis pelo ataque que destruiu uma escola em Minab, no sul do Irã, em 28 de fevereiro — primeiro dia do conflito entre EUA, Israel e Irã. O bombardeio matou ao menos 175 pessoas, das quais 150 eram crianças, segundo o embaixador iraniano na ONU.

O que aconteceu em Minab

A escola Shahareh Tayyebeh ficava ao lado de uma base da Guarda Revolucionária Islâmica. O ataque ocorreu por volta das 10h45 do horário local (4h15 em Brasília). Um vídeo verificado pelo New York Times mostra que a região foi atingida por um míssil Tomahawk — arma utilizada exclusivamente pelos Estados Unidos; nem o Irã nem Israel operam esse tipo de armamento.

Imagens de satélite confirmam a destruição da maior parte do prédio escolar. Na época, o presidente Donald Trump chegou a atribuir a responsabilidade ao próprio Irã, versão que agora é contradita pela investigação americana.

Pressão sobre Trump cresce

  • Parlamentares democratas exigem investigação rigorosa e responsabilização
  • A ONU pede apuração independente e classifica escolas como alvos civis protegidos pelo Direito Internacional Humanitário
  • Especialistas alertam que, mesmo configurado como crime de guerra, os EUA dificilmente seriam punidos — Washington não é membro do Tribunal Penal Internacional e vetaria qualquer resolução no Conselho de Segurança da ONU

Contexto da guerra

Após duas semanas de conflito, o balanço de mortes já soma mais de 1.300 iranianos e 773 libaneses — mais de 100 crianças somente no Líbano. Ao todo, 12 países registraram vítimas fatais. Na sexta-feira (13), Trump anunciou o bombardeio da ilha de Kharg, principal terminal petrolífero do Irã, responsável por 90% das exportações de petróleo do país.

O presidente ameaçou atacar também a infraestrutura petrolífera caso o Irã tente bloquear o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Posição dos EUA

Trump mantém postura belicosa: “O Irã não tem capacidade de defender nada que decidirmos atacar. O Irã nunca terá uma arma nuclear”, escreveu na Truth Social. O banco JP Morgan alerta que um ataque direto à infraestrutura energética poderia desencadear retaliação no Estreito de Ormuz.

Fontes: G1/Globo, Gazeta do Povo, CNN Brasil, Reuters, New York Times

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