🚨 ZANIN É O NOVO RELATOR: Após Toffoli fugir por “foro íntimo”, advogado de Lula assume CPI do Master no STF
O ministro Cristiano Zanin foi sorteado nesta quarta-feira (11) como novo relator do mandado de segurança que pede a instalação da CPI do Banco Master, após o ministro Dias Toffoli se declarar suspeito “por motivo de foro íntimo” e devolver o caso à presidência do STF.
O desfecho surpreendeu pela rapidez: horas após ser sorteado relator pela manhã, Toffoli devolveu o processo — e um novo sorteio encaminhou o caso para Zanin, ex-advogado pessoal do presidente Lula, eleito ao STF pelo próprio presidente que defende.
O que está em jogo
- O mandado de segurança foi impetrado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que quer forçar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar o requerimento de instauração da CPI do Banco Master.
- Motta já declarou que o pedido de CPI deve permanecer no fim da fila de requerimentos, sem tratamento preferencial.
- A investigação envolve uma suposta fraude financeira de bilhões de reais no banco controlado por Daniel Vorcaro.
Por que Toffoli saiu?
A Polícia Federal desbloqueou o celular de Vorcaro e encontrou conversas diretas entre o banqueiro investigado e o ministro Toffoli, que conduzia as investigações. Diante disso, a PF pediu a suspeição formal do ministro.
Toffoli resistiu inicialmente, chamando os argumentos da PF de “ilações”. Mas, sob pressão crescente, recuou e declarou suspeição por “foro íntimo” — reconhecendo o afastamento sem admitir irregularidade. O STF emitiu nota dizendo que “não há suspeição”, mas o próprio ministro saiu.
Zanin: o substituto mais polêmico possível
Cristiano Zanin foi o advogado que defendeu o presidente Lula durante anos, incluindo durante a Lava Jato. Foi indicado e aprovado ao STF em 2023 pelo presidente que defendeu. Sua indicação como relator de um caso que pode interferir diretamente nos planos do governo — evitar ou controlar a CPI do Master — é vista pela oposição como conflito de interesse flagrante.
O pedido de Rollemberg ao STF
O parlamentar argumenta que “a omissão do presidente da Câmara em instalar a CPI configura um ato arbitrário que cerceia o direito fundamental dos parlamentares de fiscalizar e investigar” o que pode ser “a maior fraude financeira do país”.
Fontes: Gazeta do Povo, Jovem Pan, G1/Globo