8 CELULARES DE VORCARO AINDA NÃO ANALISADOS: Mendonça revela grupo armado ativo e R$ 2,2 bi bloqueados no caso Master
O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve neste domingo a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Mas o que chamou atenção foi o voto devastador do ministro André Mendonça — 23 páginas que revelam uma organização criminosa muito maior do que se sabia até agora.
As revelações bomba de Mendonça
A primeira e mais explosiva: a Polícia Federal analisou apenas um dos nove celulares de Vorcaro. Os outros oito ainda aguardam perícia. Tudo o que veio à tona — contratos milionários, mensagens com Alexandre de Moraes, relações suspeitas com Dias Toffoli — saiu de um único aparelho. O que está escondido nos outros oito pode ser muito maior.
Mendonça também provou que o grupo A Turma não era simples conversa de WhatsApp, como alegou a defesa. Era um grupo armado, com práticas de ameaça e violência: um ex-capitão do barco de Vorcaro foi intimidado por sete milicianos controlados pelo banqueiro. O grupo ainda está ativo, com até seis membros não identificados em liberdade.
Fuga, influenciadores e R$ 2,2 bilhões
Mendonça revelou o Projeto DV: tentativa de Vorcaro de contratar influenciadores pagando até R$ 2 milhões para veicular conteúdo favorável e questionar o Banco Central. Há risco concreto de fuga — Vorcaro tentava vender uma aeronave por US$ 80 milhões quando foi preso, em voo para Dubai. E R$ 2,2 bilhões foram bloqueados na conta do pai de Vorcaro na Reag, gestora investigada por lavagem para o PCC.
Os ministros Fux e Nunes Marques acompanharam o voto pela manutenção da prisão. Com oito celulares intocados, grupo armado à solta e bilhões escondidos, a pressão sobre o banqueiro só aumenta — e uma delação pode estar mais próxima do que nunca.