🛢️ TRUMP LIBERA PETRÓLEO IRANIANO: EUA Flexibilizam Sanções e Colocam 140 Mi de Barris no Mercado para Conter Crise de Combustíveis
O governo dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira (20) flexibilizar temporariamente as sanções sobre o petróleo iraniano já embarcado em navios, liberando a venda e entrega do material como medida para aumentar a oferta mundial de energia e conter a alta dos combustíveis em meio à guerra no Oriente Médio.
O que foi decidido
A flexibilização foi publicada pelo Departamento do Tesouro americano por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), que emitiu uma licença geral válida até 19 de abril.
Ficam permitidas as transações necessárias para a venda, entrega ou descarga de petróleo bruto ou derivados de origem iraniana carregados em navios até 20 de março de 2026 — mesmo que as embarcações estejam sujeitas a sanções.
140 milhões de barris no mercado
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a medida permitirá colocar cerca de 140 milhões de barris no mercado internacional, aliviando a pressão sobre os preços globais de energia.
“Atualmente, petróleo iraniano sancionado está sendo acumulado a preços baixos. Ao liberar temporariamente esse volume para o mundo, os Estados Unidos podem aumentar rapidamente a oferta global e aliviar a pressão sobre o mercado”, escreveu Bessent.
Limites da medida
- A licença não permite novas compras ou produção de petróleo iraniano
- Apenas barris que já estavam em trânsito ou retidos no mar são liberados
- Mantém restrições para operações com Coreia do Norte e Cuba
- O Irã terá dificuldade para acessar os recursos gerados com a venda
Contexto
Nos últimos dias, o governo Trump também suspendeu temporariamente sanções sobre petróleo russo já embarcado e modificou regras de transporte marítimo para facilitar a circulação de energia dentro dos EUA. A estratégia coordenada visa estabilizar o mercado energético global em meio à escalada do conflito com o Irã.
O Brasil acompanha de perto o impacto da guerra no Oriente Médio sobre os preços do diesel e da gasolina, que já pressionam caminhoneiros e consumidores.
Fontes: Gazeta do Povo, CNN Brasil, G1