🚫 BOULOS CHAMA DE ‘FAKE NEWS’: Governo Lula quer taxa mínima nos apps e culpa quem critica — até o X aplicou nota de comunidade
O ministro Guilherme Boulos, chefe da Secretaria-Geral da Presidência, tentou usar as redes sociais nesta quinta-feira (12) para desmentir a repercussão negativa da proposta do governo de impor taxa mínima para corridas e entregas por aplicativos. O resultado foi pior: a rede social X aplicou uma nota de comunidade na postagem, desmentindo o próprio ministro.
Boulos gravou um vídeo dizendo que era “fake news” a afirmação de que a proposta do governo encareceria as corridas para o trabalhador e para o consumidor. Mas a própria plataforma respondeu com uma nota aprovada por usuários: “Boulos chama o conceito básico de repercussão econômica (pass-through) de fake news. A teoria econômica mostra que aumentos de custo de produção tendem a afetar preços.”
A proposta em questão prevê elevar de R$ 7,50 para R$ 10 o valor mínimo das corridas e entregas via app. Boulos chegou a chamar de “terrorismo” as críticas dos empreendedores e especialistas em economia. O ministério não respondeu ao questionamento da imprensa sobre o conteúdo da nota de comunidade.
Padrão Lula: chamar de fake news o que não agrada
Não é a primeira vez que o governo Lula usa a expressão “fake news” para escapar de críticas legítimas. O vice-presidente Geraldo Alckmin fez o mesmo com a taxação de eletrônicos — e o governo depois recuou da própria medida. O padrão é claro: quando a proposta gera rejeição popular, a culpa é de quem repercutiu, nunca da política equivocada.
Para os empreendedores do setor de tecnologia e para os cidadãos que dependem dos aplicativos, a realidade é mais simples: qualquer aumento de custo mínimo se traduz em tarifa maior para o usuário final. Isso não é fake news — é economia básica.