🚨 VOTAÇÃO AGORA: CPMI do INSS aprova relatório final com 228 indiciados — Lulinho entre os citados
A CPMI do INSS realiza nesta sexta-feira (27) a votação do relatório final do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), após o STF encerrar os trabalhos da comissão ao derrubar, por 8 votos a 2, a prorrogação aprovada pelo ministro André Mendonça.
O que está sendo votado
O relatório final tem aproximadamente 5 mil páginas e aponta 228 pessoas para responsabilização pelas fraudes e desvios no INSS — incluindo empresários, operadores financeiros, servidores públicos e agentes políticos ligados ao esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões.
Entre os citados estaria Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinho”, filho do presidente Lula, investigado pela PF por sua relação com Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como operador central das fraudes.
A corrida contra o prazo
Com o STF tendo encerrado os trabalhos da CPMI ontem (26) por 8 a 2, a comissão ficou sem tempo. O presidente Carlos Viana (Podemos-MG) admitiu: “Ou votamos o relatório do Alfredo Gaspar, ou não votamos. Não há mais tempo.”
O relator Gaspar garantiu que o documento será “técnico e baseado em fatos”, independentemente da pressão política. “Quem quiser, faça sua própria blindagem. Todos que participaram estarão no relatório”, afirmou.
Contexto: STF encerrou a CPMI para proteger aliados?
Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram para enterrar a CPMI criticando vazamentos e o escopo das investigações. Moraes — cujo nome aparece em mensagens do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro — chamou os trabalhos de “desvio de finalidade” e os vazamentos de “criminosos”.
A oposição, liderada por Flávio Bolsonaro, convocou a direita a se unir após a derrota. André Mendonça e Luiz Fux foram os únicos a votar pela prorrogação.
O que acontece agora
- A CPMI encerra seus trabalhos até sábado (28)
- O relatório aprovado será encaminhado ao Ministério Público Federal
- A Polícia Federal, sob supervisão de Mendonça, continua as investigações em paralelo
- A oposição já articula mudanças nas regras das CPIs no Congresso
Fontes: Gazeta do Povo, G1/Globo, CNN Brasil