🚨 VORCARO INICIA DELAÇÃO: Banqueiro é Transferido para a Superintendência da PF em Brasília — “Não Vai Poupar Ninguém”
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi transferido nesta quinta-feira (19) da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal na capital federal, em movimentação que sinaliza fortemente o início do processo de delação premiada.
Transferência por Ordem do STF
A transferência foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, a pedido da defesa do banqueiro. Vorcaro chegou à sede da PF de helicóptero. A decisão está em sigilo.
A Lei das Organizações Criminosas prevê que um possível delator pode “cumprir pena ou prisão cautelar em estabelecimento penal diverso dos demais corréus” — exatamente o que ocorreu.
Acordo de Confidencialidade Já Assinado
Segundo apuração da Folha de S. Paulo, Vorcaro já teria assinado o acordo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR), que formaliza o início das negociações para a delação.
O advogado José Luís Oliveira Lima, que assumiu a defesa do banqueiro na semana passada, se reuniu com o ministro Mendonça na terça-feira (17). A delação teria sido tema central da conversa.
“Não Vai Poupar Ninguém”
Reportagem da Gazeta do Povo revelou que Vorcaro estaria disposto a “não poupar ninguém” em uma possível colaboração premiada. O acordo pode ser firmado em conjunto com João Carlos Mansur, controlador da Ream Capital e também preso.
Contexto: Caso Master e INSS
- Vorcaro foi preso preventivamente em 4 de março durante a Operação Compliance Zero (3ª fase)
- A PF encontrou indícios de que ele mantinha estrutura para monitorar e intimidar desafetos
- O ministro Dias Toffoli, ex-relator do inquérito do Master, se declarou suspeito para julgar o caso
- A Segunda Turma do STF referendou a prisão por maioria (Mendonça, Fux e Nunes Marques)
- O presidente da CPMI do INSS apontou que linha do STF manteve contato com Vorcaro e pediu informações ao tribunal
Voto de Gilmar Mendes Pendente
A análise da manutenção da prisão ocorre no plenário virtual até as 23h59 desta sexta-feira (20). Apenas o ministro Gilmar Mendes ainda não votou.
Fontes: Gazeta do Povo, G1/Globo, Folha de S. Paulo