Em resposta direta à guerra no Oriente Médio e ao risco de bloqueio do Estreito de Ormuz, o governo Trump emitiu nesta quinta-feira (12) uma licença especial que autoriza temporariamente a venda e entrega de petróleo russo já carregado em navios.
O que foi autorizado
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Tesouro dos EUA, publicou a chamada Licença Geral 134, que permite até o dia 11 de abril a comercialização de petróleo russo que estava embarcado antes desta quinta-feira.
A medida não suspende as sanções contra a Rússia, mas cria uma exceção limitada para operações consideradas necessárias para evitar interrupções no abastecimento mundial de petróleo. Não autoriza novos contratos ou exportações adicionais.
Por que Trump tomou essa decisão
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, publicou no X que a decisão foi tomada para “promover estabilidade nos mercados globais de energia” diante da escalada do conflito entre EUA, Israel e Irã.
O Irã ameaça bloquear o Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. O bloqueio poderia disparar ainda mais os preços do barril, que já ultrapassaram US$ 100.
Impacto no Brasil
A medida ocorre enquanto o Brasil enfrenta crise aguda no abastecimento de diesel, com distribuidoras reportando cortes de fornecimento pela Petrobras e fazendeiros alertando para falta de combustível na colheita de arroz e soja. O governo Lula já zerou o PIS/Cofins e concedeu subsídio de R$ 0,64 por litro.
- Petróleo brent já atingiu US$ 101 o barril
- Petrobras cortou até 30% do fornecimento a distribuidoras
- Caminhoneiros ameaçam paralisação caso preços não recuem
Reação internacional
A decisão americana de flexibilizar sanções ao petróleo russo — mesmo que temporariamente — representa uma virada significativa na política de pressão econômica sobre Moscou. Analistas apontam que a guerra no Irã está dando a Putin uma vantagem estratégica inesperada, com o Ocidente dependente de sua produção para estabilizar os mercados.
Fontes: Gazeta do Povo, CNN Brasil, Jovem Pan