O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escalou a retórica contra o Irã na noite deste domingo (15), afirmando que pode lançar novos ataques contra a Ilha de Kharg — responsável por 90% das exportações de petróleo iraniano — “só por diversão”. A declaração foi dada em entrevista à emissora NBC News.
“Eu a dizimei completamente”
Trump disse que os ataques americanos já “destruíram totalmente” a maior parte de Kharg, mas deixou em aberto a possibilidade de atingir a ilha novamente sem qualquer necessidade militar aparente:
“Eu poderia atacá-la mais algumas vezes só por diversão”, afirmou o presidente americano.
Ele também revelou que evitou deliberadamente destruir as linhas de transmissão de energia da ilha, pois “reconstruí-las levaria anos” — sinalizando que mantém carta na manga para endurecer ainda mais a pressão sobre Teerã.
Acordo descartado: “os termos não são bons”
Trump foi categórico ao rejeitar negociações com o Irã nas condições atuais:
“O Irã quer fechar um acordo, e eu não quero porque os termos ainda não são bons o suficiente.”
A agência Reuters apurou que o governo Trump já havia rejeitado esforços de aliados no Oriente Médio para iniciar negociações diplomáticas. Qualquer acordo, segundo Trump, precisaria ser “muito sólido”.
Novo líder iraniano: “Nem sei se ele está vivo”
Em uma das declarações mais provocativas da noite, Trump lançou dúvidas públicas sobre a sobrevivência de Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã:
“Não sei nem se ele está vivo. Até agora, ninguém conseguiu mostrá-lo. Estou ouvindo dizer que ele não está vivo.”
Trump disse que, se Mojtaba estiver vivo, “deveria fazer algo muito inteligente pelo seu país, que é se render”.
Contexto
- A ilha de Kharg foi alvo de ataques combinados EUA-Israel e é o principal terminal de exportação de petróleo do Irã
- O conflito EUA-Israel x Irã está no 16º dia de escalada intensa
- Trump também disse que os EUA vão “analisar atentamente” a situação no Estreito de Ormuz
- O novo líder supremo Mojtaba Khamenei assumiu o poder, mas ainda não apareceu publicamente
Fontes: CNN Brasil, NBC News