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POLíTICA

🚨 TOFFOLI NO ESCÂNDALO MASTER: Resort do ministro do STF renegociou R$ 20 mi com Bradesco 5 vezes a juros abaixo do mercado — e fundo de Vorcaro pagou R$ 35 mi por cota

🚨 TOFFOLI NO ESCÂNDALO MASTER: Resort do ministro do STF renegociou R$ 20 mi com Bradesco 5 vezes a juros abaixo do mercado — e fundo de Vorcaro pagou R$ 35 mi por cota

Um novo capítulo explosivo do escândalo Master envolve agora o ministro do STF Dias Toffoli. Reportagem do Estado de S. Paulo, repercutida amplamente nesta segunda-feira (9), revela que o resort Tayayá — negócio ligado à família de Toffoli — renegociou por cinco vezes um empréstimo de R$ 20,4 milhões junto ao Bradesco, sempre com condições especiais: sem multa e com juros abaixo da Selic.

O empréstimo privilegiado

O crédito foi contratado em dezembro de 2016 pela DGEP Empreendimentos, incorporadora do Tayayá. A empresa foi fundada por um primo e um amigo de Toffoli. Entre 2016 e 2024, o valor passou por cinco renegociações — sempre prorrogando prazo e aliviando encargos.

Na última renegociação, em outubro de 2024, o saldo de R$ 7,1 milhões foi estendido até julho de 2026 com juros prefixados de apenas 6,5% ao ano. Para efeito de comparação: a taxa média do financiamento imobiliário para pessoas jurídicas no primeiro semestre de 2024 era de 10,5% ao ano, segundo a Febraban.

  • R$ 20,4 milhões emprestados em 2016 (R$ 31 mi corrigidos pela inflação)
  • 5 renegociações entre 2016 e 2024
  • Última taxa: 6,5% ao ano — bem abaixo dos 10,5% de mercado
  • Sem multa de impontualidade nas prorrogações

A ligação com Vorcaro e o Banco Master

O caso ficou ainda mais grave com a descoberta de que uma parte da participação de Toffoli no Tayayá foi vendida a um fundo vinculado a Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. A operação envolveu R$ 35 milhões.

Toffoli admitiu ser sócio do Tayayá, mas negou ter recebido dinheiro do Master. O problema: o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, era o único cotista do Fundo Leal, que realizou o investimento no resort.

Toffoli julgou o Bradesco mesmo sendo devedor

Outro ponto crítico: apesar de ter se declarado impedido de julgar casos do Bradesco entre 2016 e 2018 — período inicial do empréstimo —, o ministro teria participado de julgamentos envolvendo o banco após 2018, inclusive durante o período (a partir de 2021) em que era sócio formal do empreendimento.

A assessoria do STF informou que o ministro não esteve envolvido nas renegociações e que todos os investimentos foram declarados à Receita Federal. Toffoli não respondeu sobre os motivos da limitação do impedimento ao período de 2016-2018.

O que acontece agora?

O escândalo soma-se ao turbilhão que atinge o STF diante do caso Vorcaro/Master. Com Moraes já questionado por suas mensagens com o banqueiro preso e versões que desmoronam, agora é Toffoli que surge no centro das investigações — com um fundo do próprio Master como comprador de sua cota no resort.

Fontes: Gazeta do Povo, Estado de S. Paulo, G1/Globo

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