O governo Lula articula a criação de uma nova estatal para atuar na exploração de terras raras, minerais estratégicos usados em tecnologia, defesa, energia e semicondutores.
A proposta, apelidada nos bastidores de “Terrabras”, reacende o debate sobre o avanço do Estado sobre setores estratégicos da economia e abre nova frente de pressão sobre o Congresso.
O movimento ocorre em meio à corrida global por minerais críticos, área disputada por Estados Unidos, China e Europa. No Brasil, a discussão deve envolver soberania mineral, ambiente regulatório, investimentos privados e risco de aparelhamento estatal.
Para críticos, a criação de uma nova empresa pública pode aumentar custos, burocracia e interferência política justamente em um setor que exige segurança jurídica e capital intensivo. Já defensores argumentam que o país precisa ter presença direta em cadeias consideradas estratégicas.
A pauta apareceu entre os destaques políticos monitorados pela imprensa nacional e foi escolhida para substituir a publicação duplicada sobre pesquisas eleitorais envolvendo Flávio Bolsonaro e Lula.