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POLíTICA

🚨 TEERÃ ÀS ESCURAS: Explosões transformam dia em noite no Irã e cidade entra em alerta de chuva ácida

🚨 TEERÃ ÀS ESCURAS: Explosões transformam dia em noite no Irã e cidade entra em alerta de chuva ácida

A guerra no Oriente Médio produz imagens apocalípticas: a capital iraniana amanheceu envolta em fumaça densa após ataques dos EUA e de Israel contra uma refinaria de petróleo, deixando o céu completamente escuro durante o dia.

Dia virou noite em Teerã

Quatro depósitos de petróleo e um centro logístico foram atingidos em Teerã neste domingo (8). A quantidade de fuligem e partículas lançadas na atmosfera foi tanta que o céu escureceu completamente, criando a impressão de noite em plena manhã.

As autoridades locais já recomendaram que os moradores evitem sair de casa e usem máscaras caso precisem se expor ao ambiente externo. A recomendação vale enquanto a densa camada de poluição persistir sobre a cidade.

Alerta de chuva ácida

Além do escurecimento do céu, as autoridades emitiram um alerta de chuva ácida para os próximos dias em Teerã. O fenômeno ocorre quando explosões e incêndios em refinarias liberam grandes quantidades de dióxido de enxofre (SO₂) e óxidos de nitrogênio (NOₓ) na atmosfera.

Esses gases reagem com o vapor d’água e formam ácido sulfúrico e ácido nítrico, que retornam ao solo com a chuva. Os impactos incluem:

  • Danos a plantas e vegetação
  • Alteração da química de solos e rios
  • Corrosão acelerada de metais e construções
  • Risco à saúde respiratória da população

O cenário da guerra — Dia 9

A ofensiva militar conjunta entre EUA e Israel contra o Irã entra no nono dia nesta segunda-feira (9). Além de Teerã, refinarias no Bahrein também foram atingidas por drones iranianos em represália — levando a petroleira estatal Bapco a declarar “força maior” e suspender contratos.

O Estreito de Ormuz segue sob tensão. O petróleo superou a barreira dos US$ 100 por barril pela primeira vez em quatro anos, ameaçando pressionar ainda mais a inflação global.

A situação ambiental é grave

Dependendo da direção dos ventos, a fumaça e os compostos tóxicos podem se espalhar para regiões além da capital iraniana. A chuva ácida já foi registrada em conflitos anteriores envolvendo incêndios em infraestrutura de petróleo, como na Guerra do Golfo nos anos 1990.

Fontes: G1/Globo, Gazeta do Povo

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