🚨 SUMIU! Martha Graeff foge das CPIs, ignora convocações e CPI avalia condução coercitiva — ex-noiva de Vorcaro pode estar nos EUA com R$ 520 mi em bens
A ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, a influenciadora Martha Graeff, virou alvo urgente das comissões parlamentares que investigam o Banco Master. Convocada para depor tanto na CPMI do INSS quanto na CPI do Crime Organizado, ela ignorou todas as tentativas de contato e não compareceu a nenhuma das sessões — abrindo caminho para uma medida extrema: a condução coercitiva pela polícia.
Duas CPIs, zero resposta
Na segunda-feira (23/3), Martha não apareceu à CPMI do INSS. Na quarta-feira (25/3), repetiu o mesmo padrão e faltou à CPI do Crime Organizado, esvaziando a sessão que a esperava no Senado. Segundo o presidente da CPI do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), a comissão esgotou todos os meios de localização disponíveis: e-mails, telefonemas, cartas, telegrama e até contato direto com o escritório de advocacia que a representa no Brasil. Nenhuma resposta.
A suspeita é de que Martha esteja atualmente nos Estados Unidos — mas isso não foi confirmado oficialmente, o que complica ainda mais qualquer tentativa de intimação formal.
R$ 520 milhões e mansão em Miami
O interesse das CPIs em Martha Graeff não é por acaso. Investigações revelaram que Vorcaro transferiu a ela bens que podem ultrapassar R$ 520 milhões, incluindo uma mansão avaliada em mais de R$ 450 milhões em Miami e outros ativos de alto valor. O dono do Master teria estruturado, nos EUA, mecanismos jurídicos apontando a ex-noiva como beneficiária — o que levou a Polícia Federal a investigar a hipótese de blindagem patrimonial.
A defesa de Martha nega qualquer irregularidade, afirma que ela não possui imóveis, veículos ou valores provenientes do relacionamento com Vorcaro, e ameaça processar quem participou do vazamento de mensagens privadas trocadas entre o casal.
Moraes e Toffoli nas conversas vazadas
As mensagens que vieram a público revelaram algo que vai muito além de uma história de amor: Martha recebeu, em tempo real, informações sobre reuniões secretas no Palácio do Planalto envolvendo o presidente Lula, ministros e a indicação de Gabriel Galípolo ao Banco Central. As trocas de mensagens também expõem a proximidade de Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes — que nega intimidade com o banqueiro — e com o ministro Dias Toffoli.
Não à toa, os senadores Marcos do Val e Alessandro Vieira, autores dos requerimentos de convocação, defendem que o depoimento de Martha é peça-chave para iluminar a circulação de recursos e as ligações entre o poder financeiro e o poder político investigadas pelas comissões.
Condução coercitiva na mesa
Com o paradeiro desconhecido e zero colaboração, a CPI do Crime Organizado começa a discutir formalmente a condução coercitiva — medida que obrigaria a presença física de Martha Graeff perante os senadores com auxílio policial. A decisão deve ser debatida na próxima reunião do colegiado, ainda sem data definida.
Nas redes sociais, o silêncio é absoluto. Conhecida por publicar conteúdos diariamente sobre estilo de vida, Martha interrompeu abruptamente suas postagens desde o início de março — ao mesmo tempo em que seu número de seguidores no Instagram saltou de 600 mil para 712 mil, tamanha a exposição do caso.
- Fontes: Gazeta do Povo, Correio Braziliense, G1/Globo, Estadão, NDMais