🚨 “SICÁRIO” DE VORCARO MORRE NA CELA DA PF: Homem que espiava adversários do Master se enforcou e não resistiu
O homem conhecido como “Sicário” nas investigações do escândalo do Banco Master morreu nesta sexta-feira (6) após cometer tentativa de suicídio na cela da Polícia Federal em Minas Gerais. A morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão foi confirmada pelo advogado Robson Lucas em nota divulgada à imprensa.
O que aconteceu?
Mourão foi preso na quarta-feira (4) e encontrado desacordado em sua cela na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais. Segundo a corporação, ele se enforcou usando a própria camiseta. Foi reanimado por cerca de 30 minutos pelo Grupo de Pronta Intervenção da PF e encaminhado ao Hospital João XXIII pelo SAMU.
O óbito foi declarado às 18h55 do dia 6 de março, após o encerramento do protocolo de morte encefálica, iniciado por volta das 10h15 do mesmo dia.
Quem era o “Sicário”?
Mourão é apontado nas investigações como responsável por funções sensíveis dentro do esquema do Banco Master:
- Obtenção de informações sigilosas de autoridades e investigações
- Monitoramento de adversários de Daniel Vorcaro
- Neutralização de situações consideradas ameaças aos interesses do Master
Ele é um dos personagens centrais das investigações da Polícia Federal sobre o escândalo que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso preventivamente e transferido ao presídio federal de Brasília.
Confusão sobre a data da morte
Integrantes da PF de Minas chegaram a informar inicialmente que Mourão havia morrido ainda na quarta-feira (4), dia da prisão. Depois, uma nota da corporação informou que não havia confirmação. Na quinta-feira (5), a defesa afirmou que ele estava vivo, mas em estado grave. A morte foi definitivamente confirmada na noite de sexta-feira (6) pelo advogado.
Escândalo do Master: relembre
O Banco Master está no centro de um dos maiores escândalos financeiros recentes do Brasil. Vorcaro é investigado por suspeita de negociar títulos com valores inflados e manter uma rede de relacionamentos com autoridades do STF, do Congresso e do Planalto. Mensagens encontradas nos celulares do banqueiro apontam contatos com figuras de alto escalão da República.
Fontes: Jovem Pan News, G1/Estadão Conteúdo, Polícia Federal