🚨 SABOTAGEM NAS PROVAS? PF Detecta Reinserção de Dados de Vorcaro na Sala-Cofre da CPMI Enquanto Cumpria Ordem do STF
Em uma reviravolta explosiva no Caso Master, policiais federais detectaram a reinserção de dados sigilosos do banqueiro Daniel Vorcaro na sala-cofre da CPMI do INSS — justamente enquanto cumpriam a ordem do ministro André Mendonça, do STF, de retirar o material íntimo do banqueiro do acervo parlamentar.
A descoberta acende um sinal de alerta sobre possível tentativa de sabotagem das provas e eleva a tensão no centro da maior investigação financeira do Brasil.
O que aconteceu
O ministro André Mendonça havia determinado que a Polícia Federal analisasse todo o material apreendido de Vorcaro e retirasse da CPMI do INSS tudo que fosse considerado de cunho íntimo do banqueiro — incluindo conversas com ex-namorada onde ele relata encontros com autoridades do Legislativo e do Judiciário.
Foi exatamente nesse processo de triagem e retirada que os policiais identificaram que dados já catalogados teriam sido reinseridos na sala-cofre — levantando a suspeita de que alguém teria tentado interferir no material probatório.
Inquérito prorrogado por 60 dias
No mesmo dia, Mendonça assinou a prorrogação por mais 60 dias do inquérito da Polícia Federal que investiga Vorcaro e o liquidado Banco Master. A justificativa: há “diligências imprescindíveis” ainda a realizar.
- Mais de 100 aparelhos celulares foram apreendidos em três fases da Operação Compliance Zero
- Apenas um celular havia sido periciado até a terceira fase
- Oito aparelhos do próprio Vorcaro aguardam perícia completa
- Computadores e documentos com suposto envolvimento de autoridades da República também estão sob análise
PF: “Não seremos intimidados”
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, sinalizou que a corporação está sofrendo pressão por causa do avanço das investigações — mas prometeu firmeza:
“Nós vamos investigar e fazer o nosso trabalho até o fim. Nós não vamos ser intimidados por ninguém, por quem quer que seja”, afirmou em evento da Febraban, em São Paulo.
Risco de nulidade das provas
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), alertou para o risco jurídico:
“Se os próprios parlamentares divulgam imagens da sala-cofre, o que não poderia acontecer, há o risco de vazamento, de inviabilizar as provas e de tornar a defesa de Vorcaro muito mais forte — inclusive retirando do processo aquilo que está escrito ali, do envolvimento dele com ministro do Supremo Tribunal Federal.”
Delação à vista
Paralelamente, a defesa de Vorcaro confirmou que o banqueiro negocia delação premiada com a PF e promete “não poupar ninguém”, apresentando provas que vão além do material já apreendido — incluindo documentos sobre pagamentos que teriam beneficiado políticos e autoridades públicas.
Fontes: Gazeta do Povo, G1/Globo, Jovem Pan