🚨 ROMBO NO INSS: PF Revela que Ex-Presidente Alessandro Stefanutto Recebeu R$ 4 Milhões em Propinas — Operadora Presa
A Polícia Federal revelou nesta sexta-feira, 20 de março, que o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, recebeu ao menos R$ 4 milhões em propinas da advogada Cecília Rodrigues Mota, suspeita de atuar como operadora de entidades que realizavam descontos fraudulentos diretamente das aposentadorias de trabalhadores brasileiros.
A revelação consta na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, que autorizou a prisão de Cecília no âmbito da Operação Sem Desconto — investigação que apura desvios estimados em R$ 6,2 bilhões contra aposentados e pensionistas da Previdência Social. Segundo a PF, foram encontrados nos dados do telefone de Cecília comprovantes de pagamentos e passagens aéreas em nome de Gilmar Stelo, identificado como assessor direto de Stefanutto e suposto operador de propinas de outra entidade, a Conafer.
Esquema que sangrou aposentados
O esquema investigado envolvia entidades que assinavam acordos de cooperação técnica com o INSS para descontar diretamente da folha de pagamento de aposentados valores referentes a seguros e serviços — muitas vezes sem o conhecimento ou consentimento das vítimas. A PF apura fraudes de assinaturas e biometria em filiações. Com a delação de Daniel Vorcaro em andamento e o relatório final da CPMI do INSS previsto para votação nos dias 25 e 26, o cerco ao esquema que saqueou os trabalhadores mais vulneráveis do país se fecha.
O que esperar dos próximos passos
- Votação do relatório final da CPMI marcada para 25 e 26 de março
- Depoimento da ex-noiva de Vorcaro, Marta Graeff, pode ampliar a lista de envolvidos
- Delação formal de Vorcaro pode indicar conexões com o Planalto e o STF
O trabalhador brasileiro, especialmente o aposentado, foi a vítima direta desse esquema que enriqueceu operadores e agentes públicos corruptos. A CPMI e as investigações em curso representam a única chance real de responsabilizar os culpados e devolver à sociedade a confiança numa Previdência que deveria proteger quem trabalhou a vida toda.