🚨 RELATOR DA CPMI PEDE PRISÃO PREVENTIVA DE LULINHO: “Indícios Concretos de Fuga” — Defesa Chama de Operação Eleitoral
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), apresentou nesta sexta-feira (27) um relatório que vai além do indiciamento de 218 pessoas: ele propõe ao Senado que acione a Justiça para decretar a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinho, filho do presidente Lula.
Por Que Prisão Preventiva?
Segundo Gaspar, há “indícios concretos” de que Lulinho pode tentar fugir do país para escapar de possíveis punições. O relator alega risco de fuga como fundamento para a medida extrema, que precisará ser aprovada pela comissão e depois encaminhada à Justiça pelo Senado.
O pedido de prisão preventiva se aplica também a outros indiciados no relatório que ainda estejam em liberdade, em razão da “gravidade das condutas apuradas, da extensão dos danos causados ao sistema previdenciário e às vítimas”.
O Que Levou ao Indiciamento de Lulinho
De acordo com investigadores da Polícia Federal, a suspeita sobre Lulinho surgiu após depoimento de um ex-funcionário do empresário Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS” — preso por desvio de pensões e aposentadorias. O depoente afirmou que Antunes pagava uma mesada de R$ 300 mil por mês ao filho do presidente para fazer lobby no Ministério da Saúde, visando a venda de medicamentos de canabidiol.
- Lulinho teria viajado com Antunes para conhecer uma fábrica de canabidiol em Portugal
- Nenhum contrato de canabidiol foi assinado com o Ministério da Saúde
- A defesa de Lulinho nega qualquer irregularidade ou envolvimento com desvios no INSS
A Resposta da Defesa
O advogado Marco Aurélio Carvalho, defensor de Lulinho, divulgou nota afirmando que o pedido de indiciamento e prisão preventiva “só revela o caráter eleitoral da atuação do relator” Alfredo Gaspar.
“Fábio não tem relação direta ou indireta com os fatos investigados no bojo da CPMI do INSS”, afirmou o defensor.
Próximos Passos
O relatório ainda precisa ser votado pela comissão. Governistas articulam a votação de um relatório paralelo para derrotar o documento de Gaspar. Se aprovado, o Senado precisaria acionar a Advocacia do Senado para pedir a prisão preventiva à Justiça.
Fontes: G1/Globo, Gazeta do Povo (27/03/2026)