🚨 PF PRENDE ELO ENTRE BANCO MASTER E O PCC: Suspeito de Lavagem de Dinheiro é Capturado em SP — Vorcaro Negocia Delação
A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (27) um homem de 50 anos suspeito de ser o elo de ligação entre o liquidado Banco Master e o Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação ocorreu em São Paulo, com apoio da Polícia Militar paulista, e confirmou uma das conexões mais graves da investigação sobre as fraudes financeiras do Master — banco controlado por Daniel Vorcaro, que agora negocia delação premiada com as autoridades.
Quem foi preso e o que ele fez
O preso já tinha mandado de prisão temporária expedido pela Justiça Federal de São Paulo. Segundo fontes a par das investigações, ele seria o operador que conectou o Banco Master à facção criminosa PCC. Em sua residência, foram apreendidos:
- Telefones celulares e computadores
- Documentos relacionados às investigações
O suspeito pode responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e irregularidades no Sistema Financeiro Nacional.
A conexão Master-PCC: como funcionava o esquema
Até hoje, a investigação havia revelado que o elo entre o Master e o PCC passava pela gestora Reag — que aparece nas operações Compliance Zero e Carbono Oculto da PF. A Reag geria fundos de investimento do PCC com dinheiro de fraudes de combustíveis. Após a revelação do envolvimento com o Master, o Banco Central decretou a liquidação da Reag.
A prisão desta sexta confirma a existência de um elo humano direto entre o banco e a organização criminosa — até então a conexão era feita apenas via pessoa jurídica (a gestora).
Vorcaro e o cunhado: ambos negociam delação
Em paralelo à operação desta sexta, o cenário das delações no caso Master ganha contornos mais concretos:
- Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, iniciou tratativas para delação premiada com a PF
- Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e seu braço-direito, também trocou recentemente sua equipe de defesa — sinal claro de que prepara acordo com as autoridades
- Analistas veem atuação coordenada entre os dois investigados para alinhar versões e ampliar benefícios judiciais
O risco político: Toffoli e Moraes no centro das delações
O temor no ambiente político é que o STF — com seus ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes potencialmente citados nas delações — tente interferir no andamento dos acordos. O próprio procurador-geral Paulo Gonet já havia demonstrado resistência ao prender Vorcaro, sendo publicamente criticado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF.
A prisão do suspeito desta sexta é mais um passo numa investigação que ameaça revelar conexões entre o submundo financeiro, o crime organizado e figuras do poder institucional brasileiro.
Fontes: Gazeta do Povo