🚨 PF NÃO SERÁ INTIMIDADA: Diretor Andrei Rodrigues reafirma investigação do Caso Master até o fim — inquérito pode ser prorrogado
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, fez declaração contundente nesta quarta-feira (18) durante evento da Febraban, em São Paulo: a corporação não será intimidada e vai investigar as fraudes bilionárias do Caso Master até o fim.
“Nós não vamos ser intimidados por ninguém”
Em discurso direto, Andrei Rodrigues respondeu às pressões e ataques que a PF tem sofrido em torno do inquérito que apura fraudes estimadas em dezenas de bilhões de reais envolvendo o Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro.
“Nós vamos investigar e fazer o nosso trabalho até o fim. Nós não vamos ser intimidados por ninguém, por quem quer que seja.”
O diretor criticou ainda os ataques nas redes sociais e tentativas de desviar o foco da investigação principal:
“A Polícia Federal tem sido vítima de ataques covardes e ataques inaceitáveis à nossa instituição. O que se fala hoje é da intimidade de um casal, é fofoca, é ruído. E temos, repito, uma fraude do sistema financeiro de dezenas de bilhões de reais.”
Inquérito deve ser prorrogado
A PF pediu ao ministro André Mendonça, do STF, a prorrogação do inquérito do Caso Master. A expectativa é de que Mendonça decida nos próximos dias — e a praxe é o STF atender à solicitação dos investigadores.
O inquérito passou por reorganização após Mendonça assumir o caso, substituindo o ministro Dias Toffoli como relator. Mendonça devolveu autonomia operacional à PF, permitindo que perícias, depoimentos e diligências avancem “no ritmo técnico das equipes”.
O que está em jogo
- Suspeitas de fraude no sistema financeiro estimadas em dezenas de bilhões de reais
- Investigação envolve o Banco Master e Daniel Vorcaro
- PF precisa peritar celulares e analisar grande volume de provas apreendidas
- Caso envolve suspeitos de ligações entre Vorcaro e autoridades do Judiciário
- CPI do Crime Organizado e CPMI do INSS convocaram a ex-noiva de Vorcaro, Martha Graeff, para depor
Fontes: G1/Globo, Gazeta do Povo — 18/03/2026