🚨 ONU EMPACA: Conselho de Segurança Adia Votação sobre Uso de Força no Estreito de Ormuz — China Bloqueia
O Conselho de Segurança da ONU adiou para a próxima semana a votação sobre o uso de força para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã em meio à guerra com os Estados Unidos e Israel.
China Usa Poder de Veto para Travar Resolução
A China, que possui poder de veto no Conselho de Segurança, deixou clara sua oposição a qualquer autorização do uso da força militar para reabrir o estratégico estreito. Pequim argumenta que uma resolução do tipo escalonaria o conflito de forma irreversível e comprometeria a estabilidade regional.
A votação, inicialmente prevista para esta semana, foi adiada após negociações frustradas entre os membros permanentes do Conselho. O texto da resolução proposta pelos EUA e aliados ocidentais prevê autorização para uso proporcional da força para garantir a livre navegação no estreito.
Ormuz: Artéria Vital do Petróleo Mundial
O Estreito de Ormuz é responsável pelo trânsito de aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Seu bloqueio pelo Irã já gerou uma das maiores crises energéticas globais das últimas décadas, com reflexos diretos no preço dos combustíveis e nas bolsas internacionais.
Os mercados globais reagiram com forte volatilidade: Dow Jones despencou 4% e o Nasdaq recuou 6% nos últimos pregões, em meio à combinação de guerra no Oriente Médio e guerra comercial liderada por Trump.
EUA Intensificam Pressão Militar e Diplomática
Os Estados Unidos já perderam dois aviões militares derrubados pelo Irã na região — um F-15E cujo piloto foi resgatado com vida, e um segundo caça abatido próximo ao próprio Estreito de Ormuz. Apesar dos incidentes, o presidente Donald Trump afirmou que os ataques “não interrompem as negociações” em curso com Teerã.
O Pentágono admitiu que o Irã ainda mantém capacidade de ataque significativa após mais de um mês de conflito, o que complica qualquer operação militar terrestre ou naval de reconquista do estreito.
Rússia Também se Opõe
Além da China, a Rússia também sinalizou resistência à resolução. Com dois vetos garantidos, qualquer resolução favorável ao uso da força está praticamente inviabilizada no formato atual. Os EUA e aliados estudam alternativas fora do âmbito da ONU para pressionar o Irã.
Fontes: Jovem Pan, G1/Globo, Gazeta do Povo