🚨 MORAES PERSEGUE JORNALISTA: Abraji, ABERT, ANJ e ANER se unem contra PF que invadiu casa de repórter por matéria sobre Flávio Dino
A imprensa brasileira se uniu de forma inédita nesta quinta-feira (12) para repudiar a operação de busca e apreensão autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, contra o jornalista Luís Pablo Almeida, do Maranhão. A PF invadiu a casa do repórter no dia 10 e apreendeu celulares e notebook — crime contra a liberdade de expressão, segundo as entidades. A razão: Almeida publicou reportagens sobre o suposto uso irregular de veículo oficial do TJ-MA por familiares do ministro Flávio Dino.
A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) foi direta: a decisão é insuficientemente fundamentada e coloca não apenas o repórter, mas todos os jornalistas brasileiros sob risco. O instituto ressaltou que a ordem de Moraes não apontou nenhum erro factual nas reportagens e que a apreensão de equipamentos viola o sigilo de fonte, garantia constitucional. ABERT, ANJ e ANER, em nota conjunta, criticaram o fato de uma pessoa sem prerrogativa de foro ser alvo do inquérito das fake news — instrumento que virou arma de perseguição política.
O caso reforça o padrão cada vez mais claro: quem critica ministros do STF recebe visita da PF. Cidadãos, empreendedores e trabalhadores que dependem de uma imprensa livre devem entender o que está em jogo. A questão não é partidária — é sobre o direito básico de todo brasileiro de receber informação sem que a fonte seja presa por fazer seu trabalho.