🚨 MORAES CONTRADIZ O PRÓPRIO STF: Decisão contra jornalista cita inquérito das fake news — Corte nega, mas texto prova o contrário
O ministro Alexandre de Moraes emitiu uma decisão que contradiz frontalmente a nota oficial do Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto a Corte afirmou publicamente que a investigação contra o jornalista maranhense Luís Pablo “não tem correlação” com o inquérito das fake news (INQ 4781), o próprio texto da decisão de Moraes diz o contrário.
A Contradição Exposta
Na tarde de quinta-feira (13), o STF publicou nota oficial negando qualquer ligação entre o caso do jornalista e o polêmico Inquérito das Fake News. Porém, a decisão assinada pelo próprio Moraes em 4 de março é clara:
“Os autos foram então a mim distribuídos em 18/2/2026 por prevenção ao INQ 4781/DF” — escreveu Moraes na decisão.
Mais adiante, na mesma decisão, Moraes compara o comportamento do jornalista ao da “organização criminosa investigada no INQ 4781/DF”, equiparando o trabalho jornalístico ao do chamado “gabinete do ódio”.
O Caso Luís Pablo
Na última terça-feira, agentes da Polícia Federal cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, do Maranhão, que havia publicado reportagem sobre o ministro Flávio Dino. Os policiais levaram computadores, celulares e material de trabalho.
- O advogado do jornalista classificou a investigação como tentativa de identificar fontes jornalísticas, violando o artigo 5º da Constituição Federal
- Dezenas de entidades de imprensa repudiaram a ação, classificando-a como ataque à liberdade de imprensa
- A Gazeta do Povo questionou o STF sobre a contradição — a Corte não respondeu
Redistribuição Suspeita
O processo foi inicialmente distribuído ao ministro Cristiano Zanin, com aprovação da PGR em 13 de janeiro. Em 12 de fevereiro, Zanin pediu a redistribuição — e o caso foi transferido para Moraes. O STF não explicou o motivo nem a forma da redistribuição.
Repúdio Nacional
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) emitiram notas de repúdio. Entidades como a Federação Nacional dos Jornalistas também se manifestaram contra a operação.
A contradição entre o texto da decisão judicial e a nota pública do STF levanta sérias questões sobre transparência e credibilidade da Corte.
Fontes: Gazeta do Povo, CNN Brasil, Jovem Pan