🚨 MORAES CITA NIKOLAS: Deputado Teria Usado Bolsonaro para ‘Coagir o STF’ em Manifestação — Oposição Reage e Chama Decisão de Perseguição Política
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a colocar o nome do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no centro do noticiário político ao citar o parlamentar em decisão judicial. Segundo Moraes, Nikolas teria utilizado o ex-presidente Jair Bolsonaro — durante uma chamada de vídeo em manifestação — para tentar coagir o Supremo e obstruir a Justiça.
Na decisão, o ministro foi direto: “O réu [Jair Bolsonaro] atendeu ligação telefônica por chamada de vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira, oportunidade em que o parlamentar utilizou Jair Messias Bolsonaro para impulsionar as mensagens proferidas na manifestação na tentativa de coagir o Supremo Tribunal Federal e obstruir a Justiça”. A afirmação, de autoria do próprio magistrado, foi incluída como fundamento para agravar as medidas cautelares contra Bolsonaro — que já estava proibido de se comunicar politicamente e de ausentar-se do país com uso de tornozeleira eletrônica.
Oposição Reage com Indignação
Líderes conservadores rejeitaram a narrativa do STF. Para a bancada do PL e aliados, a interpretação de que uma ligação telefônica durante um ato popular constitui “coação ao Poder Judiciário” revela o grau de criminalização da atividade política no Brasil. Nikolas Ferreira, um dos líderes de maior aprovação popular entre os conservadores, já havia demonstrado publicamente solidariedade ao ex-presidente. A decisão reacendeu o debate sobre os limites do STF na persecução de adversários políticos do governo Lula e levantou questionamentos sobre a independência entre os Poderes da República.
Contexto: Bolsonaro sob Restrições Severas
Jair Bolsonaro está submetido a uma série de medidas cautelares desde decisão anterior de Moraes, que incluíam recolhimento domiciliar no período noturno e nos fins de semana, proibição de sair do país e uso de tornozeleira eletrônica. Com a nova decisão, Moraes determinou que os filhos não residentes com o ex-presidente só podem visitá-lo em dias e horários fixos — às quartas-feiras e aos sábados, em períodos determinados. A situação é acompanhada de perto pelos cidadãos brasileiros que veem no tratamento dado a Bolsonaro um símbolo do que chamam de “perseguição judicial” orquestrada pelo establishment político.
O Que Vem a Seguir
O interrogatório do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos, está marcado para 14 de abril, por videoconferência. A família Bolsonaro e seus apoiadores continuam mobilizados, e o cenário político segue polarizado às vésperas do ano eleitoral de 2026.