🚨 MOODY’S DETONA BRB: Nota do Banco de Brasília Despenca Para Quase Calote — Rombo de Até R$ 15 Bilhões Ligado ao Escândalo Vorcaro/Master; Assembleia de Salvação Marcada Para 22 de Abril
A agência de classificação de risco Moody’s anunciou nesta quarta-feira (1º) o rebaixamento da nota de crédito do Banco de Brasília (BRB), controlado pelo Governo do Distrito Federal. O chamado rating despencou de BBB-.br para CCC+.br — um patamar considerado "muito fraco", próximo da inadimplência (default), caso não haja injeção urgente de capital.
Por que a nota caiu?
A Moody’s apontou três fatores principais para o rebaixamento:
- Perdas bilionárias com ativos adquiridos do Banco Master, investigado na Operação Compliance Zero da Polícia Federal (novembro de 2025)
- Ausência de balanços financeiros desde junho de 2025 — o banco não divulgou dados ao mercado e perdeu o prazo regulamentar de 31 de março
- Incerteza sobre o tamanho real do rombo, estimado entre R$ 6 bilhões e R$ 15 bilhões, ainda sob auditoria forense
Quanto precisa para se salvar?
Segundo estimativas, o BRB necessita de um aporte mínimo de R$ 6,6 bilhões para recompor seu patrimônio e manter a solvência. O GDF tentou usar bens públicos e ativos de estatais como garantia para empréstimos, mas enfrenta entraves jurídicos.
A conexão com Vorcaro e o Master
O escândalo tem raízes no Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro — investigado por fraudes no sistema financeiro. O BRB adquiriu ativos do Master em operação que agora se revela catastrófica para os cofres da instituição brasiliense. O caso está no centro das investigações da CPI do Crime no Congresso, que convocou o governador do DF, Ibaneis Rocha, para depor na terça-feira (7/4).
O que vem por aí?
A Moody’s manteve os ratings em revisão para novos rebaixamentos. O foco agora é a Assembleia Geral marcada para 22 de abril, que deve deliberar sobre o plano de aumento de capital. Sem solução viável, novas notas negativas poderão afundar ainda mais a instituição.
Em nota, o BRB declarou que tem "solidez" e um "plano estruturado de capitalização" — mas o mercado não acredita: a Moody’s classificou a perspectiva como de "alto risco de calote".
Fontes: Gazeta do Povo, Moody’s Brasil (comunicado oficial)