🚨 LULA ABANDONA O STF: Planalto Muda Estratégia e Se Distancia da Corte Após Escândalo Master — Pesquisa Mostra 72% dos Brasileiros Acham que STF Tem Poder Demais
O avanço das investigações do caso Banco Master obrigou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a recalibrar sua relação com o Supremo Tribunal Federal (STF). Com o desgaste crescente na opinião pública, o Palácio do Planalto adotou uma estratégia clara de distanciamento da Corte — um movimento que assessores admitem ter caráter preventivo.
A Virada Estratégica do Planalto
Segundo interlocutores do governo ouvidos pela Gazeta do Povo, a orientação interna é adotar um discurso de “respeito às instituições”, mas deixar claro que cabe aos citados nas investigações se explicarem individualmente. Até recentemente, o STF era visto dentro do governo como um aliado estratégico fundamental.
Encontros que antes ocorriam com regularidade entre membros do governo e ministros do STF deixaram de fazer parte da agenda de Lula. A aproximação que havia funcionado como pilar de sustentação do governo agora representa um passivo político.
Números que Assustam o PT
Uma pesquisa Genial Quaest de março revelou dados alarmantes para a aliança Planalto-STF:
- 72% dos brasileiros avaliam que o STF tem “poder demais”
- 59% consideram que o tribunal atua como aliado do governo federal
- 66% afirmam que é importante eleger senadores comprometidos com a análise de pedidos de impeachment de ministros do STF
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 6 e 9 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Toffoli: O Maior Risco
A figura do ministro Dias Toffoli passou a concentrar o maior nível de preocupação dentro do Planalto. Relatórios da Polícia Federal mencionaram o nome do ministro em mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, além de apontarem relações indiretas envolvendo negócios privados — como a venda de participação em um resort no Paraná para um fundo ligado a familiares do empresário.
Petistas chegam a defender, nos bastidores, um afastamento temporário de Toffoli do STF, sob o argumento de reduzir a pressão sobre a Corte e evitar que a crise se prolongue até as eleições de 2026.
Análise: “STF Virou Passivo do Governo”
Para o analista político Arcênio Rodrigues, mestre em Direito Público, a crise tende a impactar diretamente a popularidade presidencial.
“O STF deixa de operar como ativo indireto do Executivo e passa a configurar um passivo, porque sua crise de imagem se projeta sobre o governo”, afirmou.
Em um ano eleitoral, o cálculo político do PT é simples: quanto mais distante de um STF desacreditado, menores os danos nas urnas.