🚨 IRÃ RECUSA NEGOCIAR E ORMUZ PERMANECE FECHADO: Chanceler desafia Trump e aliados hesitam em enviar navios — impasse diplomático se aprofunda
O impasse diplomático em torno da guerra EUA-Israel contra o Irã se aprofundou na madrugada desta segunda-feira (16): o chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou não ver “nenhuma razão” para negociar com os americanos, enquanto os países convidados por Trump a defender o Estreito de Ormuz responderam com evasivas.
Irã fecha porta para negociações
Em entrevista ao programa Face The Nation, da CBS, o ministro das Relações Exteriores do Irã foi categórico: “Somos suficientemente estáveis e fortes. Só estamos defendendo nosso povo”, declarou Araghchi.
“Não vemos nenhuma razão pela qual devamos falar com os americanos, porque já estávamos conversando com eles quando decidiram nos atacar”, acrescentou o chanceler, que também negou qualquer pedido de cessar-fogo por parte de Teerã.
O pronunciamento contraria a narrativa de Trump, que havia afirmado no sábado que o Irã “quer chegar a um acordo” — mas que as condições ainda não eram boas o suficiente para Washington.
Países hesitam em aderir à coalizão de Ormuz
O apelo de Trump para que China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido enviem navios de guerra para manter o Estreito de Ormuz “aberto e seguro” não obteve respostas concretas neste domingo.
- Reino Unido: Disse estar “analisando intensamente” com aliados, mas apontou que encerrar o conflito é a forma “mais segura” de resolver o problema
- Coreia do Sul: Afirmou apenas que “tomou nota” e vai “coordenar cuidadosamente” com os EUA
- China: Porta-voz disse que “fortalecerá a comunicação” com as partes, sem confirmar envio de navios
- França: Cogita missão de escolta, mas condicionou o plano a uma redução nos combates
Escala da guerra e impacto econômico
O Pentágono estima que os ataques ao Irã custaram cerca de US$ 12 bilhões até o momento, segundo o diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Kevin Hassett. A previsão é de que o conflito dure mais 4 a 6 semanas.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, tentou amenizar preocupações econômicas: “No pior cenário, são semanas, e não meses”, disse em referência à alta dos preços de energia causada pelo fechamento de Ormuz.
Enquanto isso, o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei — que ainda não apareceu em público desde o início do conflito — prometeu em declaração escrita manter o estreito fechado. Trump demonstrou dúvidas sobre se ele está efetivamente no comando: “Não sei se ele está vivo”, declarou.
Fontes: Jovem Pan, AFP, CBS News