🚨 GILMAR PROTEGE TOFFOLI: Ministro do STF Anula Quebra de Sigilo de Fundo Ligado a Vorcaro e Irmãos do Colega
Numa decisão monocrática que acendeu alarmes no Congresso, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou nesta quinta-feira (19) a quebra dos sigilos do fundo de investimentos Arleen — o mesmo veículo que teria comprado parte das ações do resort de luxo Tayayá, pertencente aos irmãos do ministro Dias Toffoli.
O que aconteceu
A CPI do Crime Organizado havia aprovado, na sessão desta quarta (18), o requerimento de quebra de sigilo do fundo Arleen, apresentado pelo senador Sergio Moro. O fundo é de propriedade do empresário Fabiano Zettel — cunhado do banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master.
Em decisão individual, Gilmar Mendes bloqueou o acesso às informações do fundo, alegando que se trataria de “reiteração material de providência investigativa já reputada inconstitucional”.
A conexão com Toffoli
- O ministro Toffoli confirmou ser sócio da empresa Maridt, que possuía participação no resort Tayayá (PR)
- As cotas teriam sido vendidas ao fundo Arleen em 2021 e transferidas para a PHD Holding em 2025
- A Polícia Federal encontrou menções a Toffoli no celular apreendido de Vorcaro
- Toffoli deixou a relatoria do caso Master após reconhecer a sociedade na Maridt
Reação do Congresso
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI, reagiu com dureza: “O STF tenta travar investigações e garantir a impunidade de poderosos. Estão destruindo a credibilidade da Justiça”. Vieira acusou Gilmar de construir um “muro de proteção para o colega ministro Toffoli”.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, também expressou preocupação com o que chamou de “invasão de prerrogativas do Congresso em investigações”.
Contexto: o STF trancando CPIs
Tanto a CPI do Crime Organizado quanto a CPMI do INSS vêm sendo sistematicamente travadas por decisões monocráticas de ministros do STF, que tornam convocações facultativas e anulam quebras de sigilo aprovadas democraticamente pelo Parlamento.
Fontes: Gazeta do Povo, CNN Brasil, G1