🚨 FRAUDE NO MASTER: Contratos de R$ 6,3 Bilhões Tiveram Firma Reconhecida Apenas 2 Dias Antes de Ser Repassados ao BRB — e Banco Se Recusa a Publicar Balanços
Uma nova e explosiva revelação sobre o escândalo do Banco Master veio à tona nesta quinta-feira (2): documentos internos do Banco de Brasília (BRB) apontam que os contratos de R$ 6,3 bilhões entre o Master e a empresa Tirreno tiveram o reconhecimento de firma em cartório realizado apenas dois dias antes de serem apresentados ao BRB como garantia da operação — um indicativo fortíssimo de fraude e manipulação de documentos.
A Manobra dos Contratos
Segundo relatório interno do BRB concluído em maio de 2025, o Banco Master comprou carteiras de crédito consignado da Tirreno por R$ 6,3 bilhões e as revendeu ao BRB por R$ 11,5 bilhões — praticamente o dobro do valor pago. O problema: as assinaturas foram reconhecidas em cartório no dia 13 de maio de 2025, apenas dois dias antes de uma reunião decisiva com o BRB, e 19 dias após a última operação entre Master e Tirreno.
“A assinatura física e o reconhecimento posterior podem levantar questionamentos quanto à tempestividade e à formalização adequada dos documentos, sobretudo considerando o volume e a relevância financeira das operações envolvidas”, diz trecho do relatório do BRB.
A Polícia Federal já havia identificado que os ativos não possuíam lastro — ou seja, eram podres. O BRB adquiriu no total R$ 12 bilhões em carteiras de crédito que não pertenciam ao Master e não tinham garantias financeiras.
Velocidade Suspeita nas Operações
O relatório ainda chama atenção para a velocidade da operação: o Master comprava os créditos da Tirreno e, já no primeiro dia útil seguinte, os repassava ao BRB. Em um caso, chegou a comprar R$ 143,6 milhões na terça-feira de Carnaval e revender ao BRB por R$ 251,2 milhões na Quarta-feira de Cinzas.
Em diversas reuniões, o Master escondeu deliberadamente o nome da Tirreno como originadora dos créditos cedidos ao BRB. A equipe do banco só descobriu a verdade durante visita técnica realizada nos dias 29 e 30 de abril de 2025.
BRB se Recusa a Publicar Balanços e Enfrenta Multa
Para piorar o quadro, o BRB perdeu o prazo legal para divulgar seus balanços contábeis do terceiro e quarto trimestres de 2025 — que deveriam ter sido publicados até 31 de março. Com isso, o banco ativou punições automáticas:
- Banco Central: multa de R$ 50 mil pela infração
- CVM: R$ 1.000 por dia de atraso na divulgação
A soma chega a R$ 51 mil por dia de atraso. Se a situação persistir, o BRB corre risco de ter sua licença de companhia aberta cassada.
O Que Está em Jogo
A não divulgação dos balanços levanta suspeita adicional: o que há nos números do BRB que não pode ser mostrado ao mercado? O banco está sob investigação da PF, do TCU e do Banco Central em conexão com a fraude do Master, cujo fundador, Daniel Vorcaro, foi preso em novembro de 2025 quando o Bacen liquidou extrajudicialmente o banco.
Investigadores da CPMI do INSS e da Polícia Federal seguem apurando um rombo bilionário que prejudicou aposentados e pensionistas brasileiros que compraram títulos do Master.