🚨 ESPOSA DE MORAES: Escritório cobrou R$ 129 mi do Master por 94 reuniões e 36 pareceres — especialistas dizem que valores são impossíveis de justificar
A esposa do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci, divulgou nesta quarta-feira (11) uma nota de esclarecimento sobre o polêmico contrato de R$ 129 milhões firmado com o Banco Master, do banqueiro preso Daniel Vorcaro. O documento, longe de encerrar a controvérsia, reforçou as suspeitas sobre os valores pagos.
O que diz a nota do escritório Barci de Moraes
De acordo com a nota, o escritório da família Moraes teria prestado “ampla consultoria e atuação jurídica” ao longo de 22 meses, com os seguintes serviços:
- 94 reuniões com duração média de 2 a 3 horas cada
- 36 pareceres e opiniões legais produzidos
- Equipe de 15 advogados e apoio de 3 escritórios especializados
- Elaboração de 22 manuais de ética e governança para o banco
Pela conta simples, isso equivale a uma média de apenas 4 reuniões e 1,6 parecer por mês — com remuneração de cerca de R$ 3,6 milhões mensais. O escritório conta com a participação dos filhos do ministro: Giuliana Moraes e Alexandre Moraes, além da própria Viviane Barci.
Especialistas não conseguem justificar os valores
O advogado André Marsiglia, especialista em liberdade de expressão, fez as contas: “Em uma conta muito singela, pensando que se cobraria R$ 200 mil por reunião, o que é um valor irreal, ainda assim não daria R$ 1 milhão. E se você cobrar R$ 1 milhão por parecer, o que também é irreal, ainda assim não fecharia a conta”.
A jurista Katia Magalhães, especialista em responsabilidade civil, ressalta que grandes clientes normalmente contratam escritórios do tipo “boutique” com equipes de ao menos 30 profissionais dedicados. “Na praxe consultiva, não existe esse modelo de subcontratação”, afirmou.
O contrato e o escândalo do Master
O contrato foi revelado pelo jornal O Globo há cerca de três meses. O escândalo ganhou mais repercussão após documentos apreendidos pela Polícia Federal revelarem que Vorcaro financiou uma festa em Londres em abril de 2024, que custou mais de R$ 3 milhões e incluía degustação do uísque Macallan. Participaram os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o diretor-geral da PF Andrei Rodrigues e o PGR Paulo Gonet.
Contradição com o Código de Ética do próprio banco
Em ironia gritante, o Código de Ética do Banco Master — elaborado justamente pelo escritório Barci de Moraes — orienta que o banco não tolera corrupção e aponta que “brindes, presentes, viagens, refeições e hospedagens” podem configurar “vantagem indevida”.
Fontes: Gazeta do Povo, O Globo, CNN Brasil